Cadela com síndrome do cão nadador é abandonada no Tocantins

Cadela com síndrome do cão nadador é abandonada no Tocantins

Filhote de dois meses de vida não tem os movimentos das patas traseiras. Animal foi deixado na rua, dentro de uma caixa de sapato, em Gurupi.

Uma cadela de dois meses diagnosticada com a síndrome do cão nadador foi abandonada dentro de uma caixa de sapato, em Gurupi, sul do Tocantins. Ela foi deixada no setor Trevo Oeste. Uma vizinha viu a caixa na rua e percebeu que o animal não conseguia se movimentar direito. Como não poderia ficar com ela, a entregou para a associação Vitória dos Bixos, que cuida de animais abandonados. A cadela recebeu o nome de Linda e agora aguarda uma adoção.

A síndrome do cão nadador provoca uma anormalidade no desenvolvimento de filhotes, que se caracteriza pela dificuldade de andar. No caso de Linda, ela não tem os movimentos das patas traseiras. A patologia tem sido atribuída a fatores genéticos e ambientais, como solos lisos ou presença de proteína em excesso na alimentação da mãe.

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Depois de receber Linda, a funcionária pública Crisley Glaucia Sales, que faz parte da associação, a levou a uma clínica veterinária, onde o animal passou por consulta e fez exames de raio X.

“Eu peguei, levei para um veterinário olhar para fechar o diagnóstico e a gente ver a possibilidade de um tratamento. O que eu quero é que ela ande e tenha uma vida normal”, afirmou.

Depois de fazer o diagnóstico, o veterinário Fagner Rodrigues aliviou o coração de Crisley. Segundo ele, há esperança de que Linda tenha a oportunidade de andar.

“No exame radiográfico a gente constatou que está tudo normal e provavelmente é uma síndrome do cão nadador. É só a gente fazer fisioterapias e usar talinhas para ela ficar com os joelhos flexionados”, explica.

Segundo especialistas, a realização de fisioterapia é de extrema importância, devendo ser feita de 4 a 5 vezes ao dia, por no mínimo 10 minutos. Quando tratados, cerca de 90% dos filhotes se recuperam sem sequelas. Em uma porcentagem menor (10%), o animal também pode se recuperar espontaneamente.

O intuito da associação é cuidar de Linda e entregá-la a adoção para que outra pessoa dê segmento ao tratamento.

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Assista ao vídeo clicando aqui.

Fonte: G1

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