Cadela supostamente violentada é resgatada das ruas e precisa de ajuda em Teresina

A cadela batizada pelo nome de Vitória, que foi resgatada após ser supostamente violentada por usuário de droga que mora em um terreno baldio no centro de Teresina, PI, precisa de ajuda. A veterinária que acompanha o caso explica que o animal chegou à clínica sangrando e com a vulva vaginal rasgada. Voluntários estão organizando uma campanha para conseguir doações para sanar os ferimentos e o trauma do animal.

A voluntária Raquel Lopes é uma das que se solidarizaram com o caso. Ela relata que a cachorra foi resgatada e se encontra assustada. A cachorra vivia em ambientes com usuários de drogas, segundo os voluntários que a levaram à clínica, latidos do animal foram ouvidos como se ela tivesse sentindo dores.

“A estupidez humana não tem mais limites. Vi a situação que se encontrava a cadelinha e a vontade de ajudar foi maior. Fiz doações e pedi para colegas de trabalho. Fiquei comprometida em ajudar esse animal de rua que não tem quem olhe para ele. Me comprometi de forma independente também. Todos precisam ajudar”, assegurou.

Vitória está sob os cuidados da veterinária Gisllyana Medeiros, em uma clínica veterinária na zona Leste. Exames de imagens específicos confirmaram que o animal possuía um tumor venéreo, além disso, não se descarta um possível estupro.

“O quadro da cadela não descarta a possibilidade do animal ter sito abusado, mas se apresenta um tumor na região da vagina, o que justifica os sangramentos. A citologia vaginal detectou presença de infecção significativa e não detectou a questão de outro animal ter subido nela, ou seja, ela não estava em ‘Sil’”, explica a veterinária.

Ainda sobre o quadro do animal, logo ela poderá ter alta. “A cachorra está bem, mas ainda está debilitada, magra e assustada. Já aplicamos os antibióticos, anti-inflamatórios e vacinas, além da alimentação. O tratamento do tumor requer cuidados”. Gisllyana acredita que muitos protetores de animais vêm resgatando cada vez mais animais das ruas. “Não sei se aumentaram os maus-tratos ou se aumentou o número de voluntários que resgatam esses animais que estão chegando às clínicas. O que fico feliz é que estamos salvando eles”, afirmou.

Há a necessidade também de doações financeiras para custeio do tratamento e pagamento das despesas médicas e medicamentos. As doações poderão ser efetuadas diretamente na clínica na R. Anfrísio Lobão, 2039 – Jóquei, no telefone (3232-7444) ou através de depósito bancário disponibilizado no Instagram do grupo de voluntários bento_iii. Se alguém quiser ajudar com qualquer valor pode ligar também para Raíza (86) 99803-3068 ou 99916-8798.

Por Vanderson de Paulo

Fonte: Meionorte

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