Cães morrem envenenados em Maria da Fé, MG

Cães morrem envenenados em Maria da Fé, MG

Moradores e ONG se mobilizam para salvar animais que foram envenenados; prefeitura da cidade vai construir abrigos para animais que ficam na rua.

Por Natália Oliveira

MG MariaDaFe caes envenenados

Pelo menos 10 cães foram envenenados em Maria da Fé, no Sul de Minas Gerais, no último fim de semana. Sete morreram e três foram salvos por moradores da cidade. Para denunciar o problema, eles postaram várias fotos dos cachorros no Facebook e se uniram a uma ONG. A Prefeitura local promete construir um abrigo para evitar o envenenamento.

A dona de casa Andrea Caetano, 45, foi uma das moradoras que ajudou no resgate dos cães. Segundo ela, o problema já tinha ocorrido em outras ocasiões, mas dessa vez foram muitos cachorros envenenados.

“Eu já tinha visto cachorros passando mal por causa de veneno outras vezes. A gente encontra eles caídos nas ruas e já desconfiamos. O problema é que o veneno é colocado de madrugada e como não há câmeras onde os cachorros ficam é difícil saber quem fez isso”, destaca.  Os moradores acreditam que a motivação pode ser o grande número de cachorros nas ruas da cidade.

Para ajudar os moradores a cuidarem dos cães envenenados, Patrícia Kraut de Mendonça, coordenadora regional da ONG Resgacti, orientou a compra de pacotinhos com um produto que absorve as toxinas e corta o efeito do veneno. “Estamos tentando salvar alguns dos animais, pelo menos”, destaca. Segundo Patrícia, os cães foram examinados por veterinários que confirmaram o envenenamento.

Para tentar evitar o problema, a ONG e a prefeitura da cidade irão construir um abrigo para os cães que ficam nas ruas de Maria da Fé. A prefeitura informou que já tem um terreno para a construção do abrigo conseguido em parceria com o governo de Minas Gerais. O local deve ficar pronto em 90 dias.

A Polícia Civil da cidade ainda não recebeu nenhuma denúncia sobre o caso e por isso  não abriu investigação.

Um caso semelhante ocorreu em Caraí, no Vale do Jequitinhonha, no mês passado, onde 60 cachorros morreram envenenados. Por meio da Delegacia de Novo Cruzeiro, o delegado Arthur Simões, ouviu testemunhas e aguarda o laudo da morte dos animais para dar continuidade ao inquérito.

Fonte: O Tempo

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