Ninhada que foi encontrada morta no canil de corridas de trenós.

Cães são cruelmente maltratados e mortos pela indústria de trenós

Um denunciante forneceu fotografias e filmagens em vídeo perturbadoras, que revelam cães magoados, doentes e à beira da morte. O material foi obtido num canil pertencente a Dallas Seavey, quatro vezes campeão da Corrida de Trenós de Iditarod (no Alaska, EUA), e recentemente ligado a um escândalo de doping de cães.

Segundo a People for the Ethical Treatment of Animals (PETA), as informações são de que o canil permitiu que cães severamente machucados sofressem, às vezes até a morte, sem cuidados veterinários. O denunciante também alegou ter encontrado uma ninhada de sete filhotes recém-nascidos mortos no local.

Outros cães sofriam de diarreia com sangue, vómito, feridas diversas e mordidas, assim como apresentavam orelhas rasgadas. Os funcionários do canil pegavam os animais pelos seus pescoços e os jogavam como punição por brigas ou não obedecerem a comandos.

Além disso, ficarem largados em baias encharcadas pela chuva e neve era a rotina durante semanas. Até mesmo animais que foram gravemente lesionados durante corridas eram negligenciados, caso de um dos cães que teve uma perna amputada e foi preso a correntes, apresentando grandes dificuldades de locomoção.

Após encaminhar as evidências de crueldade para a polícia local, a PETA foi informada de que foram enviados oficiais para inspeccionar ambas as propriedades de Seavey.

Cão utilizado em corridas de trenós com ferida aberta.
Cão utilizado em corridas de trenós com ferida aberta.

Mas exploração e sofrimento não são excepção na indústria de trenós. Na semana passada, uma experiente musher – nome dado a pessoa puxada pelos cães no trenó – revelou que alguns treinadores tem assassinado centenas de cães por eles serem considerados lentos ou não adequados para as corridas. Segundo ela, é prática comum que ocorre há décadas.

Fonte: Animais e Companhia / mantida a grafia lusitana original