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Cães terão área junto ao Largo dos Açorianos em Porto Alegre, RS

Por Isabella Sander

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Usado por muitos tutores de bichos de estimação como cachorródromo, o ajardinado no qual se encontra o Monumento aos Açorianos, em Porto Alegre, terá sua cerca retirada em virtude do início da obra de restauração da escultura. A obra está prevista para começar hoje. Para apaziguar a polêmica em torno de uma área para animais de estimação, a secretária municipal adjunta do Meio Ambiente, Ilza Berlatto, garantiu na sexta-feira que um espaço, no próprio Largo dos Açorianos, será montado provisoriamente.

A estrutura foi colocada em junho de 2013 como medida de segurança devido à corrosão e sua parte interna era usada como espaço para soltar os animais. Os tapumes necessários para o início das obras já foram colocados. Entre as etapas de recuperação do monumento está o restauro das peças em aço, limpeza geral, pavimentação com paralelepípedo de granito e reposição da grama.

A mudança causou incômodo aos frequentadores do ajardinado. “O local é muito utilizado por pessoas que, na falta de espaços cercados para deixar seu animal correr e brincar sem perigo, reúnem-se diariamente ao redor do monumento. Criou-se, ali, um local que atende à demanda de um perfil de público que cresce cada vez mais e sente a falta de espaços semelhantes nas proximidades do Centro Histórico e Cidade Baixa”, aponta Júlio Cunha Neto, em carta enviada ao Jornal do Comércio. Para o leitor, o Parque da Redenção deixou de ser uma opção, em função da falta de segurança.

Camila Doval, também leitora do jornal, enviou um e-mail garantindo que as pessoas e os animais que ocupam esse espaço público o fazem de maneira consciente e assídua, revelando a carência na Capital por cachorródromos seguros, limpos e acessíveis. “O Monumento aos Açorianos se tornou esse espaço por força da presença da população. A prefeitura precisa oferecer uma alternativa à altura, ou a cidade virará um cartão postal reformado e vazio, sem vida, triste”, pondera.

A leitora Aline Aver Vanin enviou uma carta ao JC relatando que também leva seu cachorro ao local por ser um lugar cercado e não oferecer risco de seu bicho de estimação fugir. “Não temos outra alternativa para oferecer um momento de bem-estar aos nossos pets. Nos mobilizamos via rede social e por meio de ligações e e-mails a diversas entidades ligadas à prefeitura, para que não retirem a cerca dali”, demanda.

A militar Lisandra Fronza também se pronunciou por e-mail. A leitora contou que pessoas de todas as idades se reúnem diariamente nas proximidades do monumento, permitindo a soltura de seus cães, para brincarem e se exercitarem de forma segura e pacífica. “Muitas amizades foram formadas, fazendo do cachorródromo um espaço de convívio em um local que, historicamente, sempre esteve entregue ao abandono e ao desleixo. A circulação de pessoas em todos os turnos provocou uma melhora na sensação de segurança e trouxe vida ao espaço esquecido”, ressalta. Lisandra estima a circulação de aproximadamente 150 pessoas semanalmente no ajardinado.

O cachorródromo provisório, que substituirá a área utilizada junto ao Monumento aos Açorianos, deve ser liberado para utilização em 15 dias. A busca de uma solução provisória, até que se encontre uma área definitiva, foi uma iniciativa da primeira-dama e ex-secretária da Seda, deputada estadual Regina Becker (Rede), preocupada com que não houvesse prejuízo aos animais e seus tutores.

A obra de restauração custará R$ 356 mil e será feita pela empresa Interativa Construções Ltda. O Monumento aos Açorianos, do escultor Carlos Tenius, é uma homenagem à chegada dos primeiros 60 casais açorianos povoadores de Porto Alegre, e foi inaugurado em 26 de março de 1974. A estrutura apresentou corrosões causadas por urina de cães e seres humanos.

Fonte: Jornal do Comércio

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