Câmara aprova projeto que proíbe novos zoológicos e aquários na capital paulista

Câmara aprova projeto que proíbe novos zoológicos e aquários na capital paulista
Tratador escova os dentes do hipopótamo Pororó em São Paulo (Antonio Milena/Veja SP)

Em votação simbólica, a Câmara Municipal de São Paulo aprovou nesta quarta-feira (12) um Projeto de Lei que proíbe a instalação de novos aquários e zoológicos na cidade. De autoria do vereador Reginaldo “Xexéu” Trípoli (PV), o texto segue para sanção ou veto do prefeito Bruno Covas.

Para os espaços existentes na cidade, a medida estabelece uma série de proibições, como a captura de animais na natureza e a reprodução dos bichos em cativeiro. Nesse caso, os machos deverão ser separados das fêmeas. Além disso, os locais deverão adotar medidas para eliminação progressiva da exposição deles.

Para a visitação, a lei diz que os grupos deverão ser acompanhados de monitor selecionado pelo zoológico, para minimizar o estresse dos animais e promover a difusão de educação ambiental. “A população precisa entender o sofrimento dos animais encarcerados para entretenimento humano. Não dá mais para a gente trazer animais exóticos para expor no Zoológico de São Paulo, como rinocerontes, girafas, tigres e leões. E também não podemos mais deixar a procriação desses animais”, afirma o parlamentar.

Por Sérgio Quintella

Fonte: Veja São Paulo


Nota do Olhar Animal: Um bom começo, mas que só faz sentido se for o primeiro passo para desmontar as estruturas medievais que já existem na cidade de São Paulo, locais de grande sofrimento para os animais e extremamente deseducativos, pois naturalizam a submissão e o confinamento dos bichos para satisfazer a curiosidade do público. Assim, o que ensinam é que não há problema em violentar os interesses dos animais. E certamente há.

Uma das grandes mentiras de quem defende a existência destas instituições é de que colaboram com a “conservação”, quando na verdade a reprodução em cativeiro quase sempre visa repor animais para os próprios zoológicos. Sem falar que a própria “conservação” é bastante questionável no que se refere a atender o interesse dos próprios indivíduos animais introduzidos na natureza, quando isso de fato acontece.

Enfim, a pergunta que o PL suscita é sobre esta lei ser o primeiro dos vários passos necessários para o fim destas instituições anacrônicas. A experiência com os legislativos nos mostra que o segundo passo comumente nunca é dado e que o “primeiro” não passa de artimanha eleitoreira. Que neste caso seja diferente, vereador!

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