Câmara de Taubaté (SP) aprova texto que barra carroças

A Câmara de Taubaté aprovou nessa segunda-feira projeto que proíbe o tráfego de veículos de tração animal na zona urbana e nas áreas de expansão urbana.

O texto, de autoria do vereador Douglas Carbonne (PCdoB), teve votação unânime.

A aprovação foi comemorada por entidades de defesa da causa animal, que acompanharam a sessão na galeria da Câmara.

O projeto, que ainda depende de sanção do prefeito Ortiz Junior (PSDB) para entrar em vigor, terá validade a partir de 1º de janeiro de 2018.

PROJETO/ O texto prevê a proibição do tráfego de veículos de tração animal na zona urbana e nas áreas de expansão urbano do município ou qualquer trabalho que acarrete maus-tratos ao animal.

“Temos que cuidar dos nossos animais”, justificou Carbonne.

Segundo o projeto, a Prefeitura fará gestão no sentido de incentivar os trabalhadores a adquirir e substituir os veículos de tração animal, e de criar mecanismos educacionais e profissionalizantes.

Emenda do vereador Bilili (PSDB) autoriza a circulação de veículos de tração animal em toda zona rural de Taubaté e o uso de animais para trabalhar no arado, olaria e atividades afins ligadas à produção rural.

NOVELA/ A discussão sobre a proibição das carroças começou na legislatura passada.

Em 2016, texto semelhante de Carbonne chegou a ser aprovado em primeira discussão, mas foi retirado pelo autor antes da segunda votação.

Na época, houve temor de que o projeto proibisse também atividades como hipismo, equoterapia, cavalgadas, passeios de charrete, eventos de cunho religioso ou folclórico.

Por isso, o novo projeto deixa claro que tais atividades continuam permitidas.

POLÊMICA/ Na votação ocorrida em 14 de março de 2016, o primeiro texto foi aprovado com 11 votos favoráveis e sete contrários.

Durante a votação, a galeria da Câmara teve manifestação de carroceiros e protetores de animais.

Na época, os vereadores que votaram contra o texto foram criticados nas redes sociais pelas entidades de defesa animal.

Nessa segunda-feira, parte do grupo se justificou. Graça (PSD), por exemplo, disse que votou contra em 2016 porque o projeto barraria as cavalgadas. “Dessa forma, contempla a todos”, afirmou.

“Nenhum vereador é contrário à causa animal. Pelo contrário”, disse Digão (PSDB), que em 2016 afirmou que o texto prejudicaria 400 carroceiros da cidade.

Já Gorete Toledo (DEM) disse que o novo texto é desnecessário, pois duas leis, de 2009 e 2016, já preveem punições a quem praticar maus-tratos a animais. “Não adiantar votar para agradar”, afirmou.

Fonte: Gazeta de Taubaté 

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