Caminhões-pipa despejam água em lagos secos para animais no Pantanal

Caminhões-pipa despejam água em lagos secos para animais no Pantanal
Caminhões-pipa usados para levar água para animais silvestres no Pantanal — Foto: Divulgação/Sema-MT

Com a seca extrema, a luta pela água é cada vez maior no Pantanal e, para amenizar o sofrimento dos animais, a Defesa Civil está despejando água em lagos que secaram, usando dois caminhões-pipa.

O trabalho começou no último sábado (11) conta com dois caminhões que despejam água em 84 pontos mapeados.

A ação tem o apoio do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). O órgão federal foi responsável pelo mapeamento das áreas que devem receber a água.

Um dos pontos que mais receberam água está um reduto de ariranhas e um lago onde vivem vários jacarés. Foram feitas análises da água antes e depois do despejo de água para verificar se é adequada para o consumo da fauna da região.

A água é coletada de um poço tubular perfurado na rodovia Transpantaneira, e nos rios da localidade.

Apesar de ser um imenso reservatório de água, o Pantanal não tem nascentes, por isso ele depende de rios que nascem fora do bioma e que estão cada vez mais assoreados e desprotegidos por causa do desmatamento.

Projeto Reserva Particular

Um projeto semelhante é desenvolvido em uma área de reserva particular no Pantanal mato-grossense abastece com água os tanques e cochos para ajudar os animais no período de seca. Semanalmente, uma equipe com um caminhão-pipa enche cinco tanques – que são pequenas represas – de água.

Um vídeo gravado por uma câmera instalada em uma área de mata mostra um veado-campeiro e uma jaguatirica bebendo água no mesmo cocho. A jaguatirica é predador do veado, mas, com a escassez de água, eles compartilharam o mesmo cocho.

Mortes animais

Um estudo realizado por 30 pesquisadores de órgãos públicos, de universidades e de organizações não-governamentais estima que, ao menos, 17 milhões de animais vertebrados morreram em consequência direta das queimadas no Pantanal no ano passado.

Ao todo, o grupo percorreu 114 km de transectos.

Nestes trajetos lineares, as carcaças avistadas eram registradas com datas e coordenadas geográficas, assim como a distância perpendicular de cada uma delas em relação à linha de referência.

Fonte: G1

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