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Campanha aplica anticoncepcionais em cadelas e gatas de Capinópolis, MG

Campanha vacinou 284 fêmeas no mês de setembro. Rotina de dosagens semestrais visa obter mesma eficácia da castração.

Por Alex Rocha

MG capinopolis g1 vacinapetsPrevenir a propagação de zoonoses e a quantidade de animais nas ruas de Capinópolis é o intuito da campanha de aplicação de anticoncepcionais em cadelas e gatas. O trabalho foi realizado na primeira semana de setembro, em todos os bairros da cidade, e atendeu 284 animais de rua e domésticos. Já em 2013, quando foram realizadas duas campanhas, foram 1.319 animais com doses aplicadas.

De acordo com a secretária de Saúde, Simone Dantas, o trabalho existe há dois anos. A periodicidade foi repensada para que a eficácia seja a mesma da castração e coincida com o calendário da vacinação antirrábica. Entretanto, neste ano as doses da antirrábica não foram enviadas pelo Ministério da Saúde, o que impediu a primeira dosagem do anticoncepcional.

“A gente estava com grande quantidade de animais soltos nas ruas, que não têm donos. Eles ficam doentes e isso pode passar para as pessoas. O que modificou é que era anual e não resolvia muito o problema. Agora estamos fazendo em dois ciclos, ou seja, duas vezes por ano. Para ter uma despesa só com as duas campanhas, estávamos aguardando o recebimento das doses de antirrábica este ano, mas não mandaram”, disse.

Ainda segundo a secretária, na cidade não existe um sistema de castração animal e as doses de anticoncepcionais atendem a essa demanda. Ela afirma que há resistência de alguns moradores quanto ao método, mas que algumas pessoas se empenham na causa animal para evitar problemas de doenças e excesso de animais pelas ruas.

“Também não temos ONG de proteção animal, mas existem várias pessoas que defendem a causa. Já teve movimento, mas não foi concluído porque tivemos dificuldades com o custo que pretendíamos fazer, como a castração. Até a questão da vacinação antirrábica, sempre tem pessoas que acham que a vacina não faz bem para o animal. Nosso trabalho também é de orientar os donos dos animais”, afirmou.

Fonte: G1 

Nota do Olhar Animal: Péssima a opção da Prefeitura de Capinópolis pelo anticoncepcional injetável ao invés da castração cirúrgica dos animais. As desvantagens são enormes. A primeira é que o controle populacional fica à mercê da continuidade das aplicações por gestões municipais futuras, pois basta uma falha na aplicação para que todos os animais que receberam a droga voltem a ter condições de procriar. Falha como esta, que nem precisou de mudança de gestão para ocorrer e foi relatada pela própria secretária de Saúde, que a justificou vinculando a ação anticoncepcional às aplicações de vacina antirrábica. Uma única cadela que procrie gera, em média, 5 filhotes, que por sua vez também procriarão, um crescimento populacional em progressão geométrica. A matéria não informa a marca/fabricante do anticoncepcional, mas a grande maioria dos produtos disponíveis no mercado É CANCERÍGENA, provocando o aparecimento de tumores nos animais quando aplicados repetidamente. Por fim, o custo do anticoncepcional é MAIOR do que o da castração cirúrgica, posto que a cirurgia é feita apenas uma única vez e a droga precisa ser aplicada ao menos duas vezes ao ano, durante toda a vida fértil do animal, acumulando os custos ao longo dos anos. É impressionante que, mesmo com informações sobre controle populacional hoje tão disponíveis, uma prefeitura faça esta opção equivocada pelo anticoncepcional injetável, estratégia que só interessa a quem vende o produto. A situação merece que o Ministério Público seja acionado, para que a prefeitura preste esclarecimentos sobre este mau uso de dinheiro público e, principalmente, pelos danos que vem causando aos animais.

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