ESPANHA teatro toro easy rider

Campanha quer retirar touro de espetáculo na Espanha por considerar maus-tratos

Uma campanha massiva exige que as autoridades espanholas impeçam que o touro Easy Rider, de 1.5 toneladas, seja utilizado na ópera Moisés e Aarão (1932), que tem estreia prevista para o dia 24 de maio no Teatro Real de Madrid. Esta é a última provocação do diretor italiano Romeo Castellucci, que já causou polêmica na França.

Tradução de Flavia Luchetti

A polêmica começou no teatro Ópera Bastille de Paris, onde o espetáculo estreou em 2015 utilizando um animal na representação do bezerro de ouro, elemento imprescindível na obra inacabada do compositor austríaco Arnold Schönberg.

Embora as entidades em defesa dos direitos dos animais tenham protestado tanto na França como na Espanha, os produtores do espetáculo decidiram levar adiante e inclusive os preços das entradas já foram fixados e podem chegar a cinco mil euros*.

O tratador do animal, Jean-Philippe Varin, disse que os gastos de manutenção são elevados e que os cuidados médicos e alimentícios valem grandes somas de dinheiro. Varin garante que distrai e passeia com o animal assegurando seu bem-estar. O touro vai receber mais de três mil euros a cada 12 minutos de atuação.

Alguns grupos ambientalistas garantem que o animal está drogado quando entra em cena e já deram início a um abaixo-assinado na plataforma Change.org, onde solicitam ao Ministro da Cultura, Íñigo Méndez de Vigo, e a prefeita de Madri, Manuela Carmena, que cancelem a atuação do animal e que uma estátua seja utilizada na representação do bezerro no lugar de um ser vivo.

Polêmica com história recente

Os ânimos já chegaram quentes na Espanha. Durante a temporada em Paris, os grupos animalistas conseguiram cerca de 30 mil assinaturas para que o touro fosse retirado da ópera; e foram apresentadas à Ministra da Cultura francesa na intenção de que esta interviesse, mas não houve resposta de sua parte e de nenhum outro órgão estatal, o que elevou o calor e a irritação das vozes que asseguram que a utilização do animal em cena é considerado maus-tratos.

Grupos a favor do bem-estar animal, como Madrid Vegano, garantem que, de acordo com um comunicado divulgado em seu site, “não é necessário cair em profunda reflexão para perceber que um palco não é o lugar mais adequado para este touro e nem para qualquer outro animal. Eles sentem-se desorientados, um estresse que gera sofrimento e que os seres humanos deveriam evitar e não promover nem em nome da arte, da cultura ou da tradição”.

Confira o vídeo: 

O abaixo assinado: https://www.change.org/p/proh%C3%ADban-la-utilizaci%C3%B3n-de-un-toro-en-el-teatro-real-de-madrid

* Nota do equipe de tradução: A matéria indica ingressos a 5 mil euros, o que pareceu excessivo. Em pesquisa no site do teatro, foi constatado que o ingresso mais caro custa 382 euros.

Fonte: LaRed 21 

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