Campinas também terá protesto por morte de cachorro no Carrefour de Osasco, SP

Campinas também terá protesto por morte de cachorro no Carrefour de Osasco, SP

Um grupo de protetores de animais de Campinas organiza para a manhã do próximo domingo (9), no estacionamento de uma loja do Carrefour na cidade, uma manifestação para pedir justiça no caso da morte de um cachorro que morreu após ser agredido por um segurança do Carrefour de Osasco, onde também deve ser realizado um protesto, na tarde de sábado.

O  caso gerou uma onda de protestos e repúdio à empresa nas redes sociais. “Essa é uma causa  não apenas  da proteção animal, mas de todos os cidadãos que repudiam injustiça, violência e covardia”, afirma a professora e ativista Patrícia Leal, 48, membro do grupo de WhatsApp que organiza o protesto em Campinas.

Publicado no Facebook, o convite da manifestação pede às pessoas que durante o protesto de domingo utilizem ao menos uma peça de roupa na cor preta, e que levem balões, flores e velas em sinal de luto contra a morte brutal do animal.

(com informações do portal Acesso RMC)

Segurança que matou cachorro no Carrefour de Osasco presta depoimento 

O segurança que causou a morte de um cachorro após agredi-lo com uma barra de ferro no estacionamento do Carrefour de Osasco, na avenida dos Autonomistas, prestou depoimento à polícia na delegacia do Meio Ambiente da cidade tarde desta quinta-feira (6).

Ele negou que também tenha tentado envenenar o animal, como acusam protetores, e disse que está “muito arrependido” de ter agredido o cão. O segurança foi hostilizado por um grupo na saída da delegacia.

Praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais pode render detenção, de três meses a um ano, e multa e a pena é aumentada em até um terço se ocorre morte do animal. No entanto, o agressor dificilmente vai para a prisão nestes casos.

“A questão é esta pena máxima de um ano. Uma pena desse tamanho acaba jogando a conduta para o Juizado Especial Criminal, que o considera como um crime de menor potencial ofensivo”, afirmou Carlos Cipro, presidente ABRAA (Associação Brasileira de Advogadas e Advogados Animalistas), ao Uol. “Então ele não vai para a cadeia. Se não for reincidente, vira prestação de serviços, esse tipo de coisa”.

Na quarta-feira (5), o Ministério Público de São Paulo instaurou inquérito civil para apurar o caso.

Internautas organizam nova manifestação no Carrefour de Osasco

Internautas e ativistas da causa animal têm convocado pelas redes sociais mais uma manifestação em repúdio pela morte de um cachorro após ser agredido por um segurança do Carrefour de Osasco. A manifestação deve ser realizada na tarde de sábado (8).

O Carrefour voltou a se pronunciar nesta terça-feira (4) sobre a morte de um cachorro após ter sido agredido a pauladas por um segurança do hipermercado em Osasco, no último dia 28. “O Carrefour reconhece que um grave problema ocorreu em nossa loja de Osasco. A empresa não vai se eximir da responsabilidade”, diz a rede.

“Estamos tristes com a morte desse animal. Somos os maiores interessados para que todos os fatos sejam esclarecidos. Por isso, aguardamos que as autoridades concluam rapidamente as investigações. Qualquer que seja a conclusão do inquérito, estamos inteiramente comprometidos na reparação desse dano”, continua a empresa.

A rede diz ainda que está recendo sugestões de entidades e ONGs ligadas à causa que vão auxiliar na construção de uma nova política para a proteção e defesa dos animais. Desde o início do caso, o Carrefour mantém o segurança, de uma empresa terceirizada, afastado.

Um vídeo, divulgado inclusive pela ativista e apresentadora Luisa Mell, mostra o segurança com uma barra de alumínio tentando atacar o animal. “Estou passando mal com as imagens”, declarou.

O presidente da ACRIMESP (Associação dos Advogados Criminalistas do Estado de São Paulo), Ademar Gomes, anunciou que a entidade deve processar o Carrefour e o segurança que teria agredido a pauladas e causado a morte do cachorro.

De acordo com ele, o Carrefour será processado por dano moral e por maus tratos, no valor de R$ 500 mil. Gomes afirma que o valor da causa será revertido ao Instituto Luisa Mell.

Ativistas da causa animal realizaram um protesto dentro do Carrefour de Osasco, em meio aos clientes, no último sábado (1º) e prometeram novas manifestações, além de pregarem boicote à empresa nas redes sociais.

Famosos também se sensibilizaram com a morte do animal e cobraram a empresa. Na terça-feira (4), foram aprovadas Moções de Repúdio pelo caso na Câmara Municipal de Osasco.

Eduardo Costa diz que é “mimimi” comoção por morte de cachorro no Carrefour de Osasco 

O cantor sertanejo Eduardo Costa voltou a causar polêmica ao falar em “mimimi” ao se referir sobre a comoção causada pela morte do cachorro agredido por um segurança do Carrefour de Osasco.

Ele publicou no Instagram um meme que ironiza a comoção em torno do caso enquanto as pessoas “fecham os olhos para os 60 mil homicídios por ano no país”. “E o Brasil? E que comece o mimimi”, escreveu o sertanejo na legenda da publicação.

A postagem gerou uma enxurrada de críticas e o cantor acabou excluindo a publicação da rede social. Mesmo assim, as críticas continuaram: “Apagou por quê? Se colocou, agora dê a cara a tapa”, escreveu um internauta. “Desnecessário dizer que é mimimi. É uma vida. Existem milhões de homicídios igual existem milhões de [casos de] maus tratos a animais”, comentou outro.

Meme compartilhado e depois deletado por Eduardo Costa, que ainda colocou na legenda: “e que comece o mimimi”

Eduardo Costa causou outra polêmica recente envolvendo a apresentadora Fernanda Lima, a quem chamou de “imbecil”. Depois, ele pediu desculpas.

Outro que gerou críticas de internautas ao comentar o caso do cão morto pelo segurança do Carrefour de Osasco foi Whindersson Nunes. O youtuber foi acusado de defender a empresa após postar a seguinte mensagem: “Vale lembrar que não é a empresa inteira que tem culpa. Aconteceu no Carrefour de Osasco, um cachorro foi morto a pauladas por um segurança despreparado”.

Internautas criticaram o post e ele acabou excluindo. Depois, comentou: “A galera lê e entende como quer, aí é f***”.

Fonte: Visão Oeste

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