Câncer de próstata também atinge animais

Câncer de próstata também atinge animais

O mês de novembro é voltado para doenças masculinas, com destaque ao diagnóstico precoce do câncer de próstata. Mas a preocupação deve se estender aos animais, porque os gatos e cachorros também podem contrair a doença.

De acordo com a médica veterinária Thatiana Teixeira, esse tipo de câncer ainda é raro nos felinos, mas quando se trata dos caninos já atinge 80% dos animais. Isso se deve a produção hormonal que ocorre ao longo da vida, independente se o cão já cruzou ou não.

Ainda segundo a veterinária, o maior meio de prevenção é realizar a castração antes da puberdade. “O meio de prevenção da doença é castrar os animais de qualquer raça com até seis meses. Mesmo com o receio dos donos, o procedimento anula o a produção de hormônio masculino, inibindo o crescimento da próstata e a formação de tumores”.

Thatiana diz que o diagnóstico é realizado através do toque retal e palpação abdominal, acompanhado de exame ultrassonográfico, que é conclusivo.

De acordo com a veterinária, a doença começa a dar seus primeiros sinais por meio de uma inflamação, por isso os donos devem ficar atentos aos sintomas precoces, são eles: dificuldade de locomoção nas patas traseiras, dor abdominal, e hapatia (quando o cão muda de comportamento e passa a ficar mais quieto). Nessa fase inicial, somente a castração do animal já soluciona o caso.

Já em estados mais avançados do câncer, pode ocorrer aumento na frequência ao urinar, presença de sangue ou pus na urina e dores abdominais fortes, além do cão andar com as pernas mais abertas. Nesses casos, o tratamento é cirúrgico, com a retirada da próstata e quimioterapia.

Thatiana diz que o diagnóstico é realizado através do toque retal e palpação abdominal, acompanhado de exame ultrassonográfico, que é conclusivo e vale também para os humanos. “Quanto mais rápido for diagnosticado, mais rápido será o tratamento”.

A veterinária deixa uma orientação para quem tem ou quer ter um animal. “Fiquem atentos a qualquer alteração comportamental dos seus pets e levem a um profissional de confiança para realizar exames periódicos a cada seis meses, ou, pelo menos, uma vez ao ano, para que sejam evitadas essa ou mais doenças”.

Por Lizandra Amario

Fonte: ES Hoje