Canídromo de Macau tem mais uma semana para apresentar plano de realojamento dos galgos

Canídromo de Macau tem mais uma semana para apresentar plano de realojamento dos galgos

O presidente do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais afirmou hoje ser inflexível na data de fecho do Canídromo de Macau, e exigiu à concessionária um plano viável para a saída dos galgos até 08 de junho.

A Companhia de Galgos de Macau, proprietária do Canídromo, pediu na quinta-feira o prolongamento do prazo da saída por mais um ano, um pedido justificado pela dificuldade no realojamento dos mais de 600 cães de corrida, mas o plano foi rejeitado pelo IACM, que diz não ter condições de aceitar esse prazo.

“Eles pediram mais tempo porque vai demorar quase um ano para solucionar a questão dos galgos. Achamos que um ano é inaceitável, eles já sabiam há dois anos que até 21 de julho de 2018 teriam de sair do canídromo. Nós não temos condições de autorizar este prazo”, afirmou José Tavares.

Yat Yuen, pertencente à Sociedade de Turismo e Diversões de Macau (STDM), proprietária do Canídromo, fundada pelo magnata Stanley Ho, indicou ter já “um plano preliminar sobre o realojamento dos galgos, incluindo a cooperação com associações e entidades do interior da China e estrangeiras”, às quais pediu “espaços para acolhimento dos cães”.

O IACM diz que só aceita se for cumprida a lei de proteção dos animais em vigor.

Na quarta-feira, a Sociedade Protetora dos Animais de Macau (Anima) afirmou à Lusa estar disposta a ajudar na adoção de todos os galgos do Canídromo, considerada por organizações como uma das mais cruéis pistas de corrida.

“A Anima pode arranjar famílias de adoção em Macau, Hong Kong, e a nível mundial para ficar com os galgos, assumindo os custos dessa operação”, disse o presidente Albano Martins.

A associação há muito que denuncia as conduções em que correm e vivem os animais.

“Esta atividade é extraordinariamente lesiva para a saúde daqueles animais, porque a maior parte dos animais tem acidentes”, acusou o responsável, apontando ainda para o facto de a pista ser dura e das proteções serem de chapa.

Em 2016, o Governo de Macau deu dois anos ao Canídromo da cidade para mudar de localização e melhorar as condições dos cães usados nas corridas ou para encerrar a pista, considerada por organizações internacionais “a pior” do mundo.

Fonte: DN / mantida a grafia lusitana original