Canil Municipal de São Leopoldo (RS) sofre com superlotação

Canil Municipal de São Leopoldo (RS) sofre com superlotação
Mais de 60 animais foram recolhidos em 45 dias no abrigo da cidade. /Thales Ferreira/Divulgação/Cidades/JC

Nos últimos 45 dias, em São Leopoldo, mais de 60 animais atropelados ou com miíase (a popular bicheira) foram recolhidos pela Secretaria de Proteção Animal. Com o baixo número de adoções e alta de abandonos, infelizmente comuns no verão, o Canil Municipal está superlotado e impedido de recolher mais animais.

De acordo com o secretário Walter Verbist, foram abandonados em sua maioria animais de porte grande, o que demanda maior capacidade de abrigo nos canis. “Estamos reformando algumas baias para melhorar as condições de estadia dos cães tutelados provisoriamente, mas é essencial que a população entenda que o canil não é depósito de cachorro. Realizamos em 2020, mesmo com a pandemia, cerca de 1.300 procedimentos cirúrgicos, sendo aproximadamente mil castrações de animais de rua e parcela de beneficiários de programas sociais. Mesmo assim estamos lotados, é um trabalho de enxugar gelo”, disse o secretário ao explicar as ações para mitigar o problema.

O canil também não pode recolher filhotes nem animais prenhas em decorrência da fragilidade imunológica a doenças pré-existentes como parvovirose e cinomose.

A população pode auxiliar a Sempa ao flagrar uma situação de abandono. Ano passado foram realizadas 180 visitas para verificação de casos maus-tratos, que resultou em 60 animais recolhidos, 30 expedientes encaminhados para o fórum. A prática de abuso e maus-tratos a cães e gatos tem pena de reclusão de dois a cinco anos, além de multa e a proibição de guarda.

Quem se interessar por algum dos cães do canil e busca a adoção de um novo amigo, pode entrar em contato com a Sempa através do número 3592 9981, de segunda a sexta-feira, das 9h às 14, e agendar sua visita ao canil. Para efetuar a adoção, é preciso ser maior de 18 anos, e apresentar carteira de identidade e comprovante de residência.

Fonte: Jornal do Comércio

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