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Canoas, RS: Doar sangue também é coisa de cachorro

Laboratório de Canoas monta projeto inédito na região.

Nossos mascotes também podem precisar de sangue em algum momento da vida. Seja por uma cirurgia ou por alguma doença – como insuficiência renal – os animais de estimação talvez necessitem de uma transfusão. Conseguir sangue, porém, é uma árdua tarefa. Pensando nisso, os médicos veterinários Alexandre Polydoro e Carla Hennemann montaram o projeto Doador de Sangue, mantido pelo Laboratório Clínico Veterinário C.Hennemann.

A ideia começou a tomar corpo há cerca de um ano. A parceria com o 15° Batalhão de Polícia Militar de Canoas foi o start, conforme Polydoro. Os doadores assíduos são os cães da Brigada Militar, que trabalham no policiamento ostensivo. Mas há um pequeno cadastro de cachorros cujos tutores abraçaram a proposta e levam seus pets para colaborar.

Para participar, o animal precisa preencher alguns requisitos. O sangue é doado, mas o pet passará por uma avaliação clínico-laboratorial periódica gratuita, explica o médico veterinário. “Cada cão doa entre 350 e 400 mililitros de sangue cada vez. E a doação ocorre a cada 45 ou 60 dias”, explica Polydoro.

Sangue usado por clínicas de várias cidades

O médico veterinário Alexandre Polydoro aponta que o sangue coletado no laboratório de Canoas é utilizado por clínicas e hospitais veterinários de Porto Alegre, região metropolitana e Vale do Sinos.

O material doado é usado em pacientes que passaram por alguma cirurgia, especialmente necessária depois de um trauma (como atropelamento) e também em casos de insuficiência renal. “Muitas vezes o animal morre por falta de sangue.”

Poucos doadores

Os oito cães da BM que são doadores recebem todo o atendimento veterinário necessário para garantir sua saúde. “é nossa contrapartida”, explica Polydoro. Mas fora isso, há apenas cinco outros animais no cadastro. “Temos dificuldades em fidelizar doadores. Há muitos mitos.”

Entre as principais dúvidas, estão o fato de o cão ficar machucado durante a doação, o estresse no procedimento ou que irá sentir dor. “Doar sangue salva vidas. é um ato de bondade”, considera o profissional, que lembra que o pet receberá um check up periódico.”

Os requisitos

Pesar acima de 25 quilos;
ter entre 1 e 8 anos;
estar saudável;
ter o comportamento dócil;
estar com a vacinação em dia e com a vermifugação atualizada;
nunca ter recebido transfusão sanguínea;
não estar em tratamento médico.

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Fonte: Diário de Canoas 

Nota do Olhar Animal: O sangue não é “doado” pelo animal, claro. Mas o dano (algum estresse, a dor de uma picada de agulha) é ínfimo diante do benefício que a medida traz a outros animais não humanos. 

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