Cão acorrentado há três dias num carro em Portugal já foi levado para hotel de animais

Cão acorrentado há três dias num carro em Portugal já foi levado para hotel de animais

O cão que estava há três dias acorrentado, dentro de um carro, em Carcavelos, foi levado para um hotel de animais. Corria perigo de vida e o veterinário Carlos Morbey, que assistiu o cão, convenceu o tutor a deixá-lo à sua guarda até sexta-feira. Nesse dia será devolvido ao tutor.

Por Rui Antunes

O veterinário Carlos Morbey estava hoje a almoçar quando o informaram que havia um cão preso dentro de um carro, desde segunda-feira, na Praça do Junqueiro, em Carcavelos. De imediato o funcionário do serviço municipal de Cascais se deslocou ao local e, após examinar as condições em que o animal se encontrava, convenceu o tutor a deixá-lo temporariamente à sua guarda. Num hotel para animais da Associação São Francisco de Assis.

À VISÃO, Carlos Morbey explica que “o cão estava num compartimento muito reduzido, preso a uma corrente muito curta, e corria o risco de morrer asfixiado se tentasse saltar para os bancos da frente”. Apesar de ter comida e água, como já havia adiantado à VISÃO Marina Cardoso – que denunciou o caso às autoridades -, “com estas temperaturas poderia sofrer golpes de calor e ter um final trágico”, concluiu o veterinário após avaliar a situação ainda com o animal dentro do automóvel.

Era imperioso tirar o animal do veículo, mas para isso foi necessária a concordância do tutor, que se encontra hospedado num hotel próximo e tencionava deixar o cão no carro durante toda a semana – por não ter consigo a documentação do animal, segundo justificou em conversa com o veterinário. Com a ajuda da polícia, o diálogo decorreu na rua mas sem a presença próxima dos muitos populares que se aglomeraram no local e não se cansaram de protestar com o tutor do cão.

“São situações melindrosas e muitas vezes as pessoas agem sem ter noção dos riscos. O senhor não fazia a mínima ideia de que o animal estava em perigo e foi preciso explicar-lhe porquê. Não foi fácil de convencer, mas falando com calma as pessoas compreendem”, conta o veterinário. A meio da tarde, o tutor aceitou libertar o cão e entregá-lo aos cuidados de um hotel para animais, por sugestão de Carlos Morbey.

“Só se houvesse perigo iminente é que se poderia intervir contra a vontade do tutor, mas é muito difícil retirar os animais dos seus proprietários, porque ainda são coisas à luz da lei portuguesa”, explica o funcionário municipal, habituado a fazer a água chegar ao seu moinho por via do diálogo. Ficou combinado que o cão ficará à sua responsabilidade até sexta-feira, dia em que o tutor do animal deixará o hotel onde está hospedado.

Para Marina Cardoso, a lojista que desencadeou a intervenção das autoridades – e que tem uma cadela há três anos -, este desfecho representou um alívio: “Já estou melhor assim. Através da montra da loja via o carro e o cão e aquilo estava a dar cabo de mim”.

Fonte: Visão / mantida a grafia lusitana original

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