Cão morre após ingerir veneno na Unicamp, diz tutora

Cão morre após ingerir veneno na Unicamp, diz tutora

Biópsia identificou chumbinho; tutora do animal desabafou no Facebook. Presidente da ONG Medicão conta que Musashi foi voluntário por 1 ano.

Um cachorro da raça Shiba, de 4 anos, morreu após ingerir chumbinho durante um passeio na Praça da Paz, na Unicamp, em Campinas (SP). O animal era usado em terapias realizadas em hospitais e com pessoas portadoras de deficiência física e mental. A universidade informou, nesta quinta-feira (29), que não foi informada do caso e que não há registro de envenenamento de animais no campus.

O cão morreu na segunda (26) menos de 24 horas após ele ter ingerido o veneno, no domingo (25). Elisa Bastos Silva, tutora do cão Musashi, é ex-voluntária da ONG Medicão, em Campinas, que usa os animais como auxílio em tratamentos de saúde.

Segundo o presidente da ONG, Hélio Rovay Júnior, Musashi trabalhou como cão co-terapeuta em trabalhos voluntários durante um ano.

O animal foi cremado, as cinzas foram enterradas e, para homenagear o cão, os tutores plantaram uma árvore no local.

“Alguém deve ter jogado um pedaço de carne ou polvilhado a grama com chumbinho. É muito comum cachorros irem lá para brincar e distrair e ele acabou ingerindo e veio a óbito. (…) Ele fazia o trabalho de cão terapeuta, onde trabalhamos com hospitais, deficientes físicos e mentais”, conta Júnior.

Providências

O presidente da ONG afirma que a entidade não pensou em quais atitudes tomar após o ocorrido, mas quis se posicionar quanto ao caso.

“Ainda não foi tomada nenhum tipo de providência ou atitude da nossa parte em relação a isso”.

Desabafo

Após a morte de Musashi, Elisa publicou um desabafo na última terça-feira (27) em sua página no Facebook. [Leia abaixo].

SP Campinas cao usado terapia morre ingerir chumbinho2“Ontem foi embora minha melhor parte, junto com o fofo se foi minha crença no ser humano. (…) Em menos de 24h ele tinha 60% do pulmão comprometido, o estômago e esôfago estourados e uma hemorragia interna incontrolável. Isso foi resultado de uma envenenamento cruel e sem razão, comprovado por biópsia: chumbinho. Como podem existir pessoas assim no mundo? Isso ocorreu na praça da paz, dentro da Unicamp, lugar onde circulam diversos cães e crianças diariamente. Para os que levam seus cães para passear lá, ATENÇÃO, porque perder esses amigos, dói demais, dói fundo”.

Auxílio de vigilantes no campus

A Unicamp informou, por nota, que, nesses casos, a comunidade pode solicitar o auxílio da equipe de vigilantes internos que circulam pelo campus.

Sobre o caso de Musashi, a universidade disse que não foi comunicada. Ela ainda conta com o Centro de Monitoramento Animal (Cema), órgão que atua em todas as ocorrências envolvendo animais e pessoas no âmbito do campus.

Além disso, a universidade informou que não há registro histórico de envenenamento de animais no campus.

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Fonte: G1

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