Cão morto encontrado com velas gera revolta popular em Portugal

Bruxedo ou encenação de mau gosto por vingança política? A dúvida está instalada na freguesia de Vilela, na Póvoa de Lanhoso, depois deste domingo de manhã a população se ter deparado com um achado macabro: um cão morto foi colocado no interior do cemitério com velas a arder e flores por cima do cadáver.

O caso foi participado à GNR da Póvoa de Lanhoso, tendo uma patrulha ido ao local. Em causa está, entre outros crimes, um caso de maus-tratos a animal de estimação, punível pela lei. A investigação vai prosseguir depois de ser participada a situação ao Ministério Público.

“Esta situação é revoltante, acontece depois de eu ter realizado, com a presença do presidente da câmara, uma cerimónia não oficial às obras de remodelação do cemitério e que foi alvo de críticas por alguns meios locais. Mas não faz qualquer sentido este cenário macabro com que nos deparámos de manhã”, explicou, revoltada, Armandina Rodrigues Machado, presidente da Junta de Freguesia de Vilela, que no entanto diz não desconfiar da autoria da colocação do cadáver do cão na madrugada de ontem.

Ontem de manhã, muitos populares se mostravam indignados com a situação. “Passaram todos os limites. Este local não é para brincar, nem para vinganças políticas. Já não há respeito por ninguém, nem pelo mortos. É uma vergonha”, disse ao Correio da Manhã uma moradora da freguesia de Vilela, mas sob anonimato, por medo de represálias.

Por Liliana Rodrigues 

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