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Capivaras estão vivendo em condições inadequadas, diz veterinário

Movimento Mineiro pelos Direitos Animais realizou visita técnica ao cativeiro para onde os animais foram levados, no Parque Ecológico da Pampulha.

Rafaela Mansur

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As capivaras mantidas em cativeiro no Parque Ecológico da Pampulha, em Belo Horizonte, estão vivendo sob condições inadequadas e podem morrer se continuarem na mesma situação, segundo a conclusão da visita técnica realizada nesta sexta-feira (27) ao local pelo Movimento Mineiro pelos Direitos Animais (MDDA).

O principal problema é a oferta insuficiente de água aos animais, que são semiaquáticos. “Do jeito que estão, esses animais vão pagar com a vida, inutilmente”, disse o médico veterinário especialista em fauna silvestre Leonardo Maciel, que coordenou a visita.

Desde setembro do ano passado, a prefeitura de Belo Horizonte retirou 52 capivaras da orla da lagoa da Pampulha, que poderiam estar contaminadas pela bactéria causadora da febre maculosa, com o objetivo de controlar a transmissão da doença.

De acordo com Maciel, a decisão, além de não resolver o problema, visto que a bactéria pode ser transmitida por outros animais, pode piorar a situação. “Quando tiramos esses animais da lagoa, abrimos espaço para a chegada e reprodução de novas famílias, o que geraria filhotes, que são o risco para a saúde humana”.

Atualmente, restam 25 capivaras no parque – 26 morreram e uma fugiu –, divididas entre dois recintos. Elas recebem alimentação e acompanhamento médico e veterinário, além de controle de carrapatos. “Nós estamos fazendo o possível para que esses animais tenham uma condição boa”, disse o diretor do jardim zoológico da capital, Gladstone Corrêa Araujo. Ele disse, ainda, que a estrutura do local foi pensada de para abrigar as capivaras de forma provisória.

Para o MDDA, as capivaras deveriam retornar ao habitat. O grupo defende o chamado “manejo populacional ético”, que consiste em fazer o controle dos animais, por meio de procedimentos cirúrgicos, sem retirá-los de seu ambiente, além da aplicação de carrapaticidas.

Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, o convênio para a realização do procedimento de castração das capivaras deve ser firmado até a próxima semana, com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). “Vamos fazer tudo isso com acompanhamento médico e veterinário, de forma a preservar a saúde desses animais”, afirmou Araujo.

Fonte: O Tempo