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Carrinhos elétricos estreiam no lugar de charretes na Ilha de Paquetá, no RJ

Na última quinta-feira, a prefeitura recolheu os 31 cavalos que ainda faziam o serviço.

Por Renan Almeida

Os carrinhos elétrico que vão substituir as antigas charretes na Ilha de Paquetá circularam pela primeira vez na manhã deste domingo. Eles deixaram a sede da administração regional da ilha sob vaias e aplausos. O número de pessoas favoráveis e contrárias à mudança era equilibrado. Na última quinta-feira, a prefeitura recolheu os 31 cavalos que ainda faziam o serviço.

Para os charreteiros, as sucessivas queixas de ambientalistas contra a tração animal, a falta de dinheiro para manter as cocheiras e as denúncias de maus-tratos tornaram a atividade insustentável. Vinte cavalos foram doados à ONG Santuário das Fadas, de Itaipava, e os demais serão encaminhados para outro local ainda a ser definido.

Morador da ilha, Wilson Alves, de 79 anos, lembra que as charretes eram uma das características mais marcantes do bairro e lamentou a troca.

—Muito triste. Perdemos hoje uma tradição danada. Em vez de gastar R$ 1 milhão com os carros, porque não cuidar dos animais e de outros problemas como as ruas esburacadas — questionou.

Por sua vez, Julia Menezes, de 34 anos, outra moradora comemorou a mudança:

— Os cavalos sofriam carregando gente o dia inteiro. Você tinha que ver no verão! Às vezes eu via os animais andando com sangue escorrendo por feridas.

Visitantes na ilha, as estudantes de arquitetura Julia Freitas, Maria Clara Barsotti e Vitoria León foram conhecer o novo transporte.

— Acho que tirar os cavalos foi uma boa ideia pelo bem estar do animais, mas ainda não sei se os carrinhos são a melhor solução. Talvez um bondinho tivesse mais a ver com a ilha — opinou Maria Clara.

Ao todo, 17 carros elétricos serão guiados pelos antigos charreteiro. Cada veículo tem capacidade de carregar cinco passageiros e pode trafegar a uma velocidade máxima de 19km/h. O valor da tarifa será definido até esta segunda-feira. A viagem de charrete custava R$ 20 (a corrida) ou R$ 75 (30 minutos de passeio).

Fonte: O Globo 

Nota do Olhar Animal: Tradição não é um valor absoluto. Lamentavemente, algumas pessoas a cultuam desprezando os danos que causam a terceiros. Tradição alguma justifica abuso e maus-tratos aos animais. Que tradições como esta sejam todas banidas. 

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