Casal, acusado de mutilar orelhas de pit bull em Piracicaba (SP), responde em liberdade

Casal, acusado de mutilar orelhas de pit bull em Piracicaba (SP), responde em liberdade
Cão teve orelha costurada com linha de pesca. (Amanda Vieira/JP)

O casal, preso, que foi acusado de maus-tratos, após mutilar a orelha de um filhote de pit bull vai responder a acusação em liberdade. Um metalúrgico de 25 anos e a esposa de 20 anos foram autuados em flagrante, passaram à noite na carceragem, mas no dia seguinte foram liberados após serem apresentados à audiência de custódia. A Justiça entendeu que como tinham residência fixa, trabalho e sem antecedentes poderiam responder o processo em liberdade.

O caso

A denúncia partiu de uma conversa entre o casal, que teria tentado trocar o filhote por um iPhone. Durante a troca de mensagem, os investigados também relataram que entregariam o animal com a orelha cortada. Inclusive teria ressaltado que não poderia informar o nome da clínica que realizaria o procedimento, porque é uma prática proibida.

O delegado e deputado estadual Bruno Lima (PSL), a vereadora eleita e protetora Alessandra Bellucci (PRB) e a Guarda Civil estiveram na avenida Beira Rio, próximo a Ponte Pênsil, local combinado para a negociação e realizarem a abordagem. Foi o primeiro caso de prisão realizada em Piracicaba, desde a alteração da Lei 1.095/2019, que aumenta a punição para quem praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais, que foi sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro.

Além do filhote de pit bull que estava sendo negociado pelo aparelho celular, dentro do carro usado pelo metalúrgico foram localizados mais dois cães da raça american bully, que também já estavam com a orelha cortada e um husky.

“Constatamos que a orelha dos cães foram costuradas com linhas de anzol, não tivemos condições de saber se os animais foram devidamente anestesiados. O procedimento seria realizado pelo próprio alvo da denúncia”, disse Alessandra, que destacou que tal prática passou a ser considerado como crime de mutilação, desde 2018.

Por Cristiani Azanha

Fonte: Jornal de Piracicaba

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