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Casal resgata cachorro do rio, mas não tem apoio da Zoonoses

Depois de muita procura, um canil particular aceitou ficar com o animal.

Por Jéssica Nascimento

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Um cachorro que estava se afogando no rio Sorocaba foi socorrido pela dona de casa Maria da Luz Bezerra Garbuio, de 50 anos e seu marido. O resgate ocorreu na noite de segunda-feira, por volta das 18h30, quando o casal estava passando pela pista de caminhada do bairro Vitória Régia. Segundo Maria, o cão da raça cocker estava todo sujo, cheio de barro, tentando sair da água pelas margens do rio. Após retirar o animal da água, ele foi levado para a casa do casal, onde recebeu banho e comida. Na manhã de ontem, por volta das 10h30, o cachorro, que está cego, foi levado à Divisão de Zoonoses da Secretaria da Saúde (SES) de Sorocaba, mas o centro não o recebeu sob alegação de que não é sua responsabilidade resgatar animais nestas condições. A família precisou recorrer a muitos contatos para conseguir, por fim, um canil particular que aceitou ficar com o cão.

Diante da dificuldade de encontrar um local para o cachorro resgatado, Maria reclama da falta de assistência da Prefeitura em casos como esse. “Eu tentei ajudar. Se eu soubesse que iria acontecer isso, não teria colocado a mão no animal. Eu não queria causar confusão nenhuma. Só tentei salvar uma vida”, ressalta. “A Zoonoses disse que eu deveria ter ligado para o Corpo de Bombeiros socorrer o animal. Eu não sabia disso. Socorri o cachorro por amor. Se fosse esperar qualquer outra pessoa ir buscar, ele já estaria morto”, afirma.

A filha de Maria, Eliani Garbuio Brito, conta que os funcionários disseram que se elas não iriam dar tratamento e continuar cuidando do animal, não deveriam ter socorrido. “Eles disseram que minha mãe tirou a oportunidade do dono encontrar o animal. Um funcionário disse que o modismo agora é socorrer cachorro da rua. Como o cão estava limpo, eles desconfiaram que nós socorremos”, relata. Eliani contou, ainda, que foi alertada de que não podia abandonar o bicho.”A Zoonoses disse que se o animal for encontrado na rua, eles vão vir atrás de nós, porque já nos identificaram como responsáveis”, conta.

A Divisão de Zoonoses da Secretaria da Saúde de Sorocaba (SES) informou, por meio de nota, que suas ações estão voltadas para vigilância e prevenção de doenças, o que abrange recolhimento de animais, sem proprietário conhecido, com sinais de doenças neurológica, atropelados, agonizando sem sobrevida, agressores e doentes. “Nesses casos em que as pessoas recolhem os animais das ruas para tratamento, a orientação aos munícipe é procurar uma ONG e outras instituições afins, para auxiliá-los na doação ou adoção do animal”, finaliza.

Fonte: Cruzeiro do Sul

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