Caso Beethoven: quase dois anos depois, denúncia ainda não foi julgada

Caso Beethoven: quase dois anos depois, denúncia ainda não foi julgada
A advogada Idamara Fernandes com o cãozinho Beethoven. crédito: Arquivo pessoal

O caso do cão Beethoven, da raça shih-tzu, que perdeu um olho durante estadia em um pet shop, ainda não foi julgado, quase dois anos depois do ocorrido. A tutora do animal, a advogada Idamara Fernandes, reclama da morosidade do Conselho Regional de Medicina Veterinária de Minas Gerais (CRMV-MG) em julgar a denúncia feita por ela.

A advogada conta que na época, maio de 2022, denunciou o médico veterinário que atendeu seu cão ao CRMV-MG. “Ele fez tudo sem me avisar. Só me avisou quando já tinha feito a cirurgia e tirado o olho do Beethoven”, relembra.

Idamara diz que o processo disciplinar ainda está em curso há quase dois anos. “Dia 21 de maio vai fazer dois anos que o fato aconteceu”, conta. O julgamento da denúncia está marcado para a próxima segunda-feira (20/5) e a advogada vem para Belo Horizonte participar presencialmente da sessão. Ela mora em Ipatinga, Região do Vale do Aço.

A advogada questiona a morosidade do julgamento de processos pelo CRMV-MG. “Ficar quase dois anos para o julgamento de uma denúncia?” Ela ainda pergunta o que a entidade tem feito para diminuir o tempo de resposta para denúncias como a dela. “Por que as denúncias, quando são levadas pelos tutores, têm essa morosidade toda? Não precisava”, reclama Idamara.

O julgamento no conselho é sigiloso, mas os tutores podem acompanhar a sessão. “As pessoas não dão importância para a defesa animal. As coisas só acontecem com mobilização”, diz citando os protestos pela morte do cão Joca. O animal de 4 anos morreu durante uma falha no transporte aéreo da Gollog, empresa da companhia aérea Gol, em 22 de abril.

No fim de semana seguinte, tutores e cães participaram de manifestação no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins, na Região Metropolitana.

Por Mariana Costa

Fonte: Estado de Minas