Caso de maus-tratos a animal na Espanha tem saldo de vários porcos mortos e uma denúncia no Tribunal

Caso de maus-tratos a animal na Espanha tem saldo de vários porcos mortos e uma denúncia no Tribunal
Os porcos vietnamitas continuam desnutridos e alguns já morreram.

Animais desnutridos e até mesmo alguns cadáveres foi o que a Associação Addama encontrou depois de dois meses de apresentada a denúncia pública de maus-tratos a animal na localidade de Pedreguer, na Comunidade Valenciana.

“Nunca soubemos o parecer da prefeitura. Nós pedimos várias vezes o relatório da polícia sobre a denuncia, mas não houve resposta.”

As imagens tiradas no dia 20 de novembro falam por si. Porcos desnutridos e até mesmo alguns cadáveres é o que foi encontrado pela Asociación Defensa Derecho Animal de la Marina Alta (Addama) depois de dois meses desde a reclamação pública já apresentada por este meio de comunicação. A situação não melhorou. Ao contrário. As condições de saúde dos animais estão cada vez piores, alguns não resistiram e morreram.

A situação vem de longe. Em 2014, as autoridades foram informadas da existência de um terreno com trailers, cheio de lixo e carros estacionados onde eles tinham amontoados em “condições terríveis” vários porcos vietnamitas e dois cachorros que estavam deixando para que morressem de fome”.

Nathalie, uma das voluntarias da Addama, seguiu o caso bem de perto durante um tempo. Ela os alimentava através da cerca, mas deixou de fazê-lo porque, como ela conta, estava ficando muito abalada. Também assim a prefeitura a recomendou. Ao que parece, seria um problema que estivessem bem alimentados para poder fazer o relatório.

Mas esse relatório nunca chegou. “A prefeitura não se pronunciou. Nós pedimos várias vezes pelo relatório da polícia sobre a queixa, mas não houve resposta”, diz ela. Dada a falta de respostas e passados vários meses, Nathalie decidiu apresentar uma queixa formal no início de novembro na Defensoria Pública, órgão que finalmente forneceu o relatório policial. Com ele, apresentou uma queixa ao tribunal à espera “de que, finalmente, alguém possa me ajudar”. Diz ela.

Por Carla Pons / Tradução de Flavia Luchetti

Fonte: La Marina Plaza 

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