Caso de sofrimento animal na Tailândia é alerta para os abusos da indústria do turismo

Caso de sofrimento animal na Tailândia é alerta para os abusos da indústria do turismo

Depois do vídeo de uma influenciadora australiana viralizar em uma rede social após pedir, aos prantos, que viajantes de todo mundo parem de colaborar com atividades que expõem animais selvagens à sofrimento em troca de entretenimento, a Proteção Animal Mundial comenta o caso da Phuket Monkey School, na Tailândia, e traz três maneiras simples para ser um turista amigos dos animais.

“Os visitantes não sabem os bastidores desse tipo de treinamento, no caso com macacos. Para que os animais permitam o toque, eles são, normalmente, agredidos ou sedados. Essa indústria da crueldade movida pelo entretenimento pode ser barrada com educação e informação”, declara Suzanne Milthorpe, diretora de Campanhas na Proteção Animal Mundial.

Não segure, toque ou monte em animais selvagens: atenção para atividades que permitam o toque ou montaria em um animal silvestre. Nestes casos, provavelmente, ele passou por alguma forma de crueldade para torná-lo submisso o suficiente para permitir a interação humana. Os turistas têm grande poder para impedir isso, se informando e evitando locais com vida silvestre em cativeiro;

2. Evite entretenimento com animais em cativeiro: independentemente do país que você está visitando, é importante lembrar que as necessidades dos animais selvagens nunca podem ser plenamente atendidas em cativeiro. Quando seguramos um macaco ou montamos um elefante, inadvertidamente apoiamos uma indústria que captura ou cria esses animais, tirando-os de seus habitats naturais e sujeitando-os a uma vida inteira de privações;

3. Opte por turismo de observação: os Parques Nacionais abrigam uma variedade de vida selvagem única, por isso, se você procura por uma experiência especial com animais silvestres durante as férias, aviste-os na natureza, onde eles pertencem.
“Além de gerar um enorme sofrimento a milhares de animais em todo o mundo, o comércio e a exploração dessas espécies pelas indústrias do turismo e entretenimento favorecem as contaminações por zoonoses e ameaçam a saúde da população”, finaliza Suzanne.

Para conhecer alguns exemplo e saber mais sobre a indústria por trás do treinamento de elefantes e golfinhos, acesse os links.

Sobre a Proteção Animal Mundial (World Animal Protection) – A Proteção Animal Mundial é a voz global do bem-estar animal, com mais de 70 anos de experiência em campanhas por um mundo no qual os animais vivam livres de crueldade e sofrimento. Temos escritórios em 12 países e desenvolvemos trabalhos em 47 países ao todo. Colaboramos com comunidades locais, com o setor privado, com a sociedade civil e governos para mudar a vida dos animais para melhor. Nosso objetivo é mudar a maneira como o mundo trabalha para acabar com a crueldade e o sofrimento dos animais selvagens e de produção. Por meio de nossa estratégia global de sistema alimentar, vamos acabar com a pecuária industrial intensiva e criar um sistema alimentar humano e sustentável, que coloca os animais em primeiro lugar. Ao transformar os sistemas falhos que impulsionam a exploração e a mercantilização, daremos aos animais silvestres o direito a uma vida silvestre. Nosso trabalho para proteger os animais desempenhará um papel vital na solução da emergência climática, da crise de saúde pública e da devastação de habitats naturais.

Fonte: Voenews

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