Catarinenses investem na adoção consciente de animais abandonados; ‘Minha vida mudou totalmente’, diz tutora

Catarinenses investem na adoção consciente de animais abandonados; ‘Minha vida mudou totalmente’, diz tutora

As moradoras de Florianópolis, Tainara Silveira e Suelen Silva, afirmam que a vida mudou após adotar um animal abandonado em uma feira.

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As catarinenses apostaram na adoção consciente viabilizada por uma organização social especializada.

“Consegui convencer meus pais a adotar ela. Consegui levar ela para casa e ela é a melhor companhia que eu posso ter. Minha vida mudou totalmente”, afirma Tainara Silveira, tutora de Pipa.

Suelen Silva conta que Dona Benta, apresenta várias cicatrizes pelo corpo que foram feitas antes da adoção. Ela diz que, ao ser adotada, a cachorra apresentava traumas e medos.

“Ela tem o perfil que a gente sabe que não é muito adotável. Um cachorro idoso, de porte grande. Ver o quanto ela confia na gente, a primeira vez que ela abanou o rabinho quando eu cheguei em casa, é um processo de entrega, de construção de confiança, e isso não tem preço que pague”, afirma a assistente administrativo Suelen Silva.

Contudo durante a pandemia, o número de adoções caiu e em razão da crise financeira as devoluções e abandonos aumentaram, segundo grupos que trabalham com esses animais.

“Tem uma diferença muito grande entre a expectativa das pessoas e a realidade da proteção animal. Os cães que nos temos, em sua maioria, são porte médio ou grande, adultos. E as pessoas, quando vem adotar, querem filhotes, pequenos, peludos e brancos”, afirma a coordenadora do grupo Formiguinhas de Luz, Mônica Medeiros.

Mesmo com essa tendência na preferência de escolha dos animais, Mônica Medeiros afirma que cada adoção deve ser muito bem planejada antes de ser executada.

“Quando a gente dá um animal pra uma família a gente está levando o melhor que a gente tem, levando amor para aquela família. o que a gente espera de retorno é que essa família cuide, zele e dê uma vida plena e digna pra esse bichinho que já sofreu tanto nas ruas”, afirma.

Mascotes da NSC TV

Na NSC TV, três animais foram adotados pelos colaboradores. Durante a pandemia, os animais passaram a conviver mais perto dos profissionais.

“Na verdade foram eles que adotaram a gente, a gente só fez cuidar deles. Eles agora fazem parte da vida da gente, do nosso dia a dia. Acho que ninguém aqui se vê sem eles no dia a dia”, Beatriz Almeida.

Fonte: G1


Nota do Olhar Animal: Raras são as pessoas que, ao adotar, o fazem em um gesto de solidariedade. O comum é que elas adotem animais para que os animais satisfaçam algum tipo de necessidade do adotante e não o inverso.

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