Zoológicos

Na presente data em que escrevo este texto, 20/08/14, me dirijo à Limeira (SP) para ministrar palestra sobre animais de zoológicos. Trata-se de um tema sobre o qual sempre nos cabe refletir, ainda mais quando são tantas denuncias e tantos incidentes envolvendo esses empreendimentos que nos chegam a cada dia. A noção romântica que muitas pessoas possam ter destes parques está longe da realidade. Estes não são locais de lazer, educação ambiental ou pesquisa, mas de sofrimento interminável para os animais.
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Estudo da legislação europeia referente à proibição da experimentação de cosméticos e seus ingredientes em animais, bem como sua comercialização

A legislação europeia referente à proibição dos testes de cosméticos em animais é rebuscada e confusa e tem gerado controvérsia com relação ao seu entendimento. Esboço o presente artigo com vistas a um melhor entendimento sobre a matéria.
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Análise do PL 6.602/2013

O referido Projeto de Lei altera a redação dos artigos 14, 17 e 18 da Lei Arouca (Lei nº 11.794, de 8 de outubro de 2008), para dispor sobre a vedação da utilização de animais em atividades de ensino, pesquisas e testes laboratoriais com substâncias para o desenvolvimento de produtos de uso cosmético em humanos e aumentar os valores de multa nos casos de violação de seus dispositivos.
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rat test

Seu filho vale menos que um rato?

Qualquer ser humano normal considera que a vida de seu próprio filho vale mais do que a vida de um rato. Mas é verdade também que qualquer ser humano normal considerará a vida de seu filho mais valiosa do que a vida de uma outra criança. Isso porque conferimos mais valor àquilo de que gostamos mais. Essa questão de preferência, porém, não se reflete no valor real dos indivíduos. Nenhum ser humano normal mata uma outra criança porque seu próprio filho está precisando dos órgãos. Ninguém atualmente tenta justificar racionalmente a utilização de crianças africanas para testar medicamentos que serão comercializados nos Estados Unidos com base em argumento do tipo “Seu filho vale menos que uma criança africana?”.

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Sobre o comércio de animais silvestres

Uma loja de animais em um bairro de classe média-alta, além dos costumeiros cãezinhos, gatinhos e hamsters, comercializa também outros animais como tartarugas, cobras, iguanas, papagaios e outras aves nativas, sagüís e outros animais silvestres. Esta comercialização se reveste de uma atmosfera ecológica, quando o comerciante nos garante que todos os animais ali comercializados estão licenciados no IBAMA e que a loja está fazendo seu papel em defesa da natureza. A argumentação é de que ao comprar da loja, as pessoas deixam de comprar animais de traficantes da vida silvestre, que capturam animais na natureza com índice de mortalidade de 90%. 
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Sustentabilidade para santuários de animais

Sustentabilidade para santuários de animais

Por ocasião do Encontro Nacional de Direitos Animais (ENDA) 2014, foi-me solicitado ministrar palestras de cunho mais prático, sobre temas que pudessem ser de meu domínio. Preparei três apresentações e aceitei, durante o evento, tratar de outros três temas que me foram solicitados pelos participantes.
Um dos temas, porém, considerei de máxima relevância para solucionar uma questão bastante relevante para todo o ativismo animal: a busca pela sustentabilidade para santuários de animais.
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Da castração de cadelas e gatas prenhes

Da castração de cadelas e gatas prenhes

A castração de machos e fêmeas de cães e gatos é um ato de amor, sendo benéfica para o animal, seus tutores e para a sociedade (sendo que nesse ultimo caso evita-se a formação de excedentes de populações animais, que provavelmente serão abandonados à própria sorte e exterminados em centros de controle de zoonoses). Portanto, quem castra animais deve ter todo o nosso respeito.

Há, porém, algumas regras que, se não seguidas, tornam a ação nula ou, pior ainda, maléfica ao animal. Certamente, a regra básica é que a castração deve ser feita por um profissional qualificado, em condições sanitárias adequadas; também não faz sentido que canis particulares, que criam e vendem animais de raça, limpem sua consciência castrando cotas de vira-latas, pois antes deixar de fazer o mal do que tentar compensá-lo fazendo o bem.

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No limite da senciência

De tempos em tempos somos surpreendidos por “novas descobertas científicas” no que diz respeito ao sentimento de dor em animais. Recente estudo da Universidade do Texas demonstrou o que qualquer pessoa que já tenha manipulado ou observado cefalópodes deveria saber: polvos e lulas são capazes de sentir dor.
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A morte em uma câmara de gás

Inventada em 1921 por juristas americanos horrorizados com a cena de uma execução por cadeira elétrica no Estado Norte Americano de Nevada, ativada pela primeira vez em 08 de fevereiro de 1924 para a execução de um membro da máfia chinesa; utilizada pelos nazistas para o extermínio em massa de judeus e outros grupos considerados indesejáveis durante a II Guerra Mundial; possivelmente utilizada ainda em Campos de Concentração, em Haengyong, na Coréia do Norte, para extermínio massiço de homens, mulheres e crianças acusadas de crimes políticos.([1]). Algumas pessoas podem considerar a indução da morte em uma câmara de gás uma medida  “humanitária”, visto que pelo ponto de vista de um espectador externo, a morte parece instantânea e indolor.

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Ciência ética

Certa vez uma amiga questionou em um programa de televisão “Eu só quero saber, por que que a ciência não pode ser ética?”. Embora essa não fosse uma pergunta retórica, e tenha sido repetida três ou quatro vezes durante o programa, ela ficou sem resposta por parte de seus interlocutores, praticantes de vivissecção.

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A experimentação animal e as leis

Experimentação animal é a prática cruenta de utilização de animais vivos ou recém-mortos com propósitos experimentais ou didáticos. Essa prática tornou-se padrão na medicina experimental desde que o fisiologista Claude Bernard assim o estabeleceu, em 1865. Desde então, houve poucos questionamentos quanto à validade desses métodos, os quais seguiram como referência na pesquisa acadêmica.

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Métodos alternativos

Existem diversas interpretações relativas ao que sejam “métodos alternativos”. Na interpretação mais difundida, porém pouco fundamentada, métodos alternativos são aqueles que podem ser “alternados” com técnicas que utilizem animais.

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