Crítica à vivissecção: a disparidade entre a moral (mores) científica e ética

Neste artigo, respondo à acusação da cientista que afirmou não estar fundada em argumentos “científicos” a proposta abolicionista de erradicação de todos os experimentos feitos em animais vivos, e apresento os argumentos éticos para esclarecer por que a pesquisa em animais vivos não pode ser justificada eticamente, a não ser seguindo o modelo antropocêntrico da moralidade, justamente o que nos leva a destruir a vida alheia em nome de uma promessa da boa vida para humanos.

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Fundamentação ética dos direitos animais

Nesse artigo, apresento a fundamentação da proposta de estabelecer direitos animais elaborada pelos filósofos desde o final do século XVIII, Primatt e Bentham na Inglaterra, alcançando Goretti e Nelson na Itália e Alemanha, respectivamente, chegando a Francione e Wise no século XXI, nos Estados Unidos. A questão aqui tratada é a da possibilidade de inclusão dos animais no âmbito jurídico na condição de sujeitos de direitos, e da abolição da liberdade fundada na propriedade que autoriza o uso e exploração da vida dos animais para benefício humano. 

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Vivissecção: um negócio indispensável aos “interesses” da ciência”?

Cientistas e pesquisadores que investigam as doenças que afligem humanos são treinados em centros de pesquisa na prática criminosa da vivissecção, proibida pela Lei 9.605, de 12 de fevereiro de 1998, quando há métodos substitutivos. Em muitos casos, a vivissecção é o único método no qual a inteligência científica recebe treinamento. Nos últimos quarenta anos, a pesquisa biomédica centrou esforços em experimentos com “modelos” obtidos às custas do sofrimento e morte de animais não-humanos, usados para espelhar as doenças produzidas num ambiente físico e mental humano.

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Ética e prêmio nobel por “nocaute” de genes de camundongos: a ilusão do benefício humano com externalidade para o animal

Ao redor do planeta, em todos os centros de pesquisa que usam animais vivos como modelo de investigação para a invenção de drogas que visam proteger os seres humanos dos males dos quais padecem, a notícia da concessão do Prêmio Nobel da medicina para os cientistas que “nocautearam” genes de camundongos, tornando-os modelos específicos para investigações pontuais foi recebida com euforia. 

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Somatofobia: violência contra humanos e não-humanos; as vozes dissidentes na filosofia feminista contemporânea (parte III)

Neste artigo que completa a trilogia publicada na Pensata Animal sobre a somatofobia, trato da forma de violência dirigida contra o corpo, compreendida como expressão da dicotomia conceitual superior-inferior, forte-fraco, público-privado, proprietário-escravo, humano-animal. Esta concepção dicotomizada da natureza dos seres vivos alimenta a moral tradicional, incentivando a brutalidade humana contra animais e humanos confinados ao âmbito de vínculos afetivos, econômicos e políticos destrutivos.

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Somatofobia: violência contra humanos e não-humanos; a modernidade e as vozes dissidentes contemporâneas* (parte II)

Neste artigo, “Somatofobia: violência contra animais humanos e não-humanos; a modernidade e as vozes dissidentes contemporâneas – Parte II”, trato da questão da somatofobia, a forma de violência dirigida contra o corpo de sujeitos vulneráveis, e das concepções críticas à dicotomia corpo-alma herdada da filosofia cartesiana. As teorias feministas (Elizabeth Spelmann, Carol Adams, Marjorie Spiegel), ao vincularem a violência contra os animais à violência contra humanos em condições vulneráveis, são vozes dissonantes na ética contemporânea. Seu projeto crítico busca reverter o especismo da ética tradicional e contribuir para a compreensão e superação da violência somatofóbica.

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Somatofobia: violência contra animais humanos e não-humanos; as vozes dissidentes na ética antiga* (parte I)

Trato, neste artigo, “Somatofobia: violência contra animais humanos e não-humanos; as vozes dissidentes na ética antiga”, do conceito moderno de somatofobia, a forma de violência dirigida contra o corpo de sujeitos vulneráveis, e das concepções mais antigas da filosofia moral animalista, que os filósofos contemporâneos não dão a conhecer aos jovens estudantes da história da filosofia. Encontramos, nos textos de Ovídio, Sêneca e Plutarco, nos primeiros séculos da nossa era, o eco das teorias feministas contemporâneas que vinculam a violência contra os animais à violência contra humanos em condições vulneráveis.

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