Cavalo agoniza em rua e moradores se mobilizam para ajudar

Cavalo agoniza em rua e moradores se mobilizam para ajudar

Animal adoeceu e está deitado na via há cerca de três dias. CCZ e bombeiros foram acionados para a remoção do equino.

Por Stephanie Fonseca

SP presidenteprudente cavalo agonizandoMoradores da Rua Pedro Toledo Coca, no Residencial Francisco Belo Galindo, em Presidente Prudente, SP, se mobilizaram para ajudar um cavalo que há cerca de três dias adoeceu, não consegue se levantar e está agonizando no local. A prefeitura, o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) e o Corpo de Bombeiros foram acionados para a remoção do equino, no entanto, até o momento desta publicação, nesta sexta-feira (12), não foi atendido. 

Conforme uma dona de casa, de 38 anos, que não quis ser identificada e reside nas proximidades, falou que o cavalo estava em posse de um rapaz que no bairro. No entanto, nos últimos dias, o suposto dono parou de cuidar do animal. “Um vizinho viu o cavalo caído no asfalto e chamou todo mundo para tentar ajudar a levantá-lo [o cavalo]”, relata.

A mulher ainda contou que alguns moradores conseguiram arrastar o cavalo até o final da rua, que não tem saída, e montaram uma pequena cobertura para tentar escondê-lo do sol. “Ele está agonizando, só de ver no olhar do animal, dá para perceber que ele está mal”, diz a moradora. “Ninguém sabe quem é o verdadeiro dono do cavalo”, acrescentou.

De acordo com o funcionário público Márcio Roberto de Souza, 37 anos, o cavalo está nas proximidades há alguns dias. Moradores perceberam que o animal estava sem água e ração e começaram a cuidar do equino. “Ele adoeceu e não conseguia levantar, ligamos para o Corpo de Bombeiros e para o CCZ, mas ninguém veio ainda”, alegou.

O subtenente Marcos Bratifisch, do Corpo de Bombeiros, afirmou que nenhuma ocorrência foi registrada, pois este tipo de serviço é de responsabilidade do Centro de Controle de Zoonoses. “Possivelmente, o atendente orientou que a prefeitura fosse avisada, para que o veterinário da zoonose possa dar um disgnóstico do que deve ser feito com o animal, ou seja, se tem condições de recuperação ou se deverá ser sacrificado”, disse.

O subtenente ainda esclareceu que, quando o animal oferece riscos à saúde ou, por exemplo, se ele cair em um poço, o centro pode solicitar o auxílio da corporação para a remoção. “No caso do cavalo, ele não oferece risco e nesta situação, com o animal deitado, não temos condições de transportá-lo, só se houver um veículo com carroceria”, explicou.

Por telefone, a equipe de reportagem do G1 entrou em contato com o CCZ, porém foi informada que o diretor do órgão, Célio Nereu, não estava no local. Ainda na ligação, uma atendente afirmou que um motorista estava aguardando a liberação de alguns documentos para recolher o equino.

Fonte: G1

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