‘Cavalo-de-Lata’ é a sugestão de vereador para substituir carroças de tração animal em Belo Horizonte

‘Cavalo-de-Lata’ é a sugestão de vereador para substituir carroças de tração animal em Belo Horizonte
“Cavalo de Lata” é a sugestão de vereador para substituir carroças de tração animal.

Em Brasília, na Câmara dos Deputados, existe desde 2015 a proposta de criar uma lei que proíba a circulação, nas vias públicas de cidades com população superior a 70 mil habitantes, de transportes de tração animal (carroças) devido aos maus tratos e ao grande risco de acidentes, colocando em risco, pedestres e motoristas e o próprio animal.

Uma questão também de saúde pública, uma vez que circulam animais mal cuidados e, para solucionar o problema, há alternativas como a que é proposta em Belo Horizonte, que se chama “cavalo-de-lata”; uma forma de não tirar o trabalho das pessoas que dependem desse transporte para sobreviver.

O “Cavalo-de-Lata” é também a proposta do vereador Jander Patrocínio (PSB) que ontem promoveu a primeira audiência pública para discutir sua iniciativa de proibir veículos de tração animal (carroças) no município, de acordo com seu projeto apresentado essa semana na Câmara Municipal.

“Em pleno século XXI presenciamos diariamente nas ruas das cidades (e também na zona rural) carroças puxadas por cavalos famintos, sedentos e submetidos a todo tipo de maus-tratos. Conduzidos por homens, mulheres e até crianças despreparadas e sem a menor consciência do respeito devido àquele animal que lhes provê o sustento. Além disso, após uma vida inteira de trabalho excessivo são abandonados para morrer, simplesmente descartados. Na maioria dos casos, os animais trabalham o dia todo em meio ao trânsito perigoso, sob pressão, gritos e chibatadas, expostos ao Sol forte ou ao frio e à chuva. Muitas vezes são alugados para trabalharem também no período noturno, sem descanso. Os apetrechos que os prendem à carroça causam-lhes ferimentos e desconforto. O resultado só poderia ser esse: animais apáticos, desnutridos, cansados, humilhados, subjugados” ponderou o vereador.

Fonte: Gazeta do Triângulo 

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