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Cavalos soltos em ruas preocupam moradores de Pouso Alegre, MG

Associação afirma que prefeitura não recolhe animais, que trazem riscos. Administração nega e diz que recolhe quando há denúncia dos moradores.

Um movimento perigoso tem sido flagrado pelos moradores de Pouso Alegre (MG) nas últimas semanas: animais de grande porte soltos nas ruas. Imagens mostram vários cavalos andando até entre carros nas vias. A prefeitura garante que recolhe quando tem denúncia, mas um grupo de proteção aos animais diz que isso não acontece e que eles apenas mudam os animais de lugar.

Basta dar uma volta na cidade para encontrar cavalos usando canteiros e lotes como pasto. Muitas vezes eles se assustam com o barulho dos carros e atravessam as ruas, um risco para os motoristas, que precisam parar e esperar a vontade do animal.

A comerciante Fabiana de Carvalho Souza voltava pra casa por volta de 21h e foi surpreendida por um cavalo que saiu do mato e atravessou a pista da Avenida Dique Dois. “Por milímetros [não pegou], ela desviou em cima do cavalo, quase derrapando o carro, porque ele apareceu do nada, eles vivem soltos na avenida. Qualquer lugar que você for, tem animal solto, mexendo no lixo”, conta.

Um morador do bairro Árvore Grande, que não quis ser identificado, gravou um vídeo na Rua Ondina Pereira que mostra um dos cavalos descansando no canteiro central. Em outra gravação, um cavalo com uma ferida grande pasta em um lote na Avenida Prefeito Olavo Gomes de Oliveira.

MG PousoAlegre cavalos soltos

Para um grupo de proteção aos animais, estes cavalos pertencem aos carroceiros. “Os animais são usados por quem usa veículo de tração. Aí eles soltam os animais na parte da manhã, pra poderem se alimentar. São pessoas carentes, que não têm como prover alimento ou que não tem onde fechar os animais, e aí no fim do dia eles recolhem ou quando precisam usar eles”, afirma a coordenadora do grupo, Luciene de Castro.

O grupo afirma ainda que a prefeitura tem dificuldade em localizar os proprietários dos animais, e por isso, acaba não tomando providências. “Quando recolhe, é praticamente impossível a prefeitura localizar e penalizar os proprietários, o mesmo quando acontece um acidente, porque não existe um cadastro, chipagem dos animais que permita localizar os proprietários”, explica Camila dos Santos Marciano.

Sem recolhimento

A prefeitura diz que sempre que há denúncia um caminhão recolhe e leva os animais para um local adequado, e depois, multa o proprietário. Mas o grupo de proteção aos animais afirma que isso não acontece. Em uma ligação gravada por um dos integrantes do grupo, um agente da Guarda Municipal diz que vai tocar os animais para outro lugar.

No áudio, é possível ouvir uma mulher pedindo para recolher três animais que estavam correndo soltos na rua. O guarda responde: “Esses dias agora infelizmente não tem [pra onde levar], mas nós vamos dar uma passada aí. A gente dá uma ‘tocada’ pra outro local.”

A mulher então pergunta se não tem como recolher. E o guarda responde: “Não tem como [recolher]. A prefeitura ‘tá’ sem caminhão e hoje também o pessoal não ‘tá’ trabalhando.”

A prefeitura afirmou que os cavalos apreendidos são levados para um local apropriado e que o setor responsável aguarda até 30 dias para que o tutor procure pelo animal. Depois desse prazo, se a pessoa não aparecer, é encaminhado um ofício à promotoria pedindo autorização para doação do animal.

O tutor terá ainda 60 dias para recorrer e pegar o bicho de volta, e fica responsável por todas as despesas geradas durante esse período de guarda do animal.

Fonte: G1

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