Cavalos vendados, silenciados e impedidos de escutar em touradas

Cavalos vendados, silenciados e impedidos de escutar em touradas
Fotos: Felipe Caparros / Shutterstock

É chocante que no mundo moderno o “esporte” bárbaro da tourada ainda seja considerado “entretenimento”. Felizmente, muitas pessoas não o veem mais dessa forma e, como resultado, a indústria está morrendo lentamente. No último ano, Madri acabou com os planos da indústria ao cortar o subsídio de 66 mil dólares que abasteciam a escola de toureiros Marical Lalanda.

Recentemente, a Colômbia mobilizou-se pela primeira vez em quatro anos para retomar as touradas, mas, graças a intensos protestos, foi decidido que o esporte pode violar as leis em termos de maus-tratos a animais. Infelizmente, embora os tempos estejam mudando, as touradas ainda acontecem e, apesar da maioria entender o sofrimento que o touro enfrenta nesse esporte cruel e gladiador, muitos não estão a par do que esses cavalos passam.

Os cavalos das touradas são geralmente animais mais velhos que são vendidos à indústria após trabalharem suas vidas inteiras, seja como cavalos de corrida ou em outras indústrias. Embora eles recebam uma cobertura protetora, conhecida como “peto”, que lembra um poncho, ela pouco os protege de serem chifrados pelos touros.

Outra prática chocante é que logo antes de entrar na arena, os cavalos são vendados e tem seus narizes e orelhas cheios com algodão e vaselina para privá-los dos seus sentidos, de forma que não conseguem reagir ao medo de um ataque. Levando a crueldade um pouco adiante, alguns cavalos têm até as suas cordas vocais removidas e então não conseguem relinchar de medo ou dor.

Embora as touradas sejam consideradas parte de uma tradição em muitas culturas, o fato de algo ser feito por centenas de anos não diz nada sobre isso ser ético ou não. As touradas não acabam tragicamente apenas para os touros que são mortos ao fim das lutas, os cavalos dessa indústria nunca recebem a oportunidade de viver a vida de paz que merecem.

Por Kat Smith / Tradução de Carla Lorenzatti Venturini

Fonte: One Green Planet 

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