CCJ da Assembleia aprova projeto que proíbe “foie gras” no Paraná

O projeto que proíbe a produção e o comércio do “foie gras”, uma iguaria da culinária francesa feita a base de fígado de ganso ou pato, em território paranaense foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), nesta quarta-feira (6), na Assembleia Legislativa. O autor do projeto (141/2015), deputado estadual Rasca Rodrigues (PV), solicita a proibição porque o método utilizado para se obter o “foie gras” – conhecido como “gavage” – é extremamente cruel aos animais (gansos e patos).

Segundo Rasca, o método “gavage” consiste em superalimentar as aves durante 17 dias seguidos com um funil com mais de 40 centímetros de extensão, forçando a entrada de cereais e gordura por meio do esôfago das aves. Esse processo faz com que o fígado das aves aumente em média sete vezes em relação ao seu tamanho normal, sendo que muitas aves não aguentam e morrem durante o tratamento.

“O objetivo do ‘gavage’ é o lucro em detrimento do bem-estar animal. Esse método provoca graves deformações no corpo das aves, isto é, somos contra esse método e consequentemente ao ‘foie gras’, que já é proibido em vários países”, afirmou Rasca.

De acordo com a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) não há registro de produção do “foie gras” no Paraná, apenas comércio. Rasca, no entanto, lembrou da importância de evitar a entrada do método “gavage”. “Mesmo que não tenha registro do método é necessário proibir que ele exista. Ao mesmo tempo que proibir o comércio significa não incentivar a produção dentro e fora do Paraná”, explicou o deputado.

O projeto irá para votação em plenário e, caso aprovado, segue para sanção do Governo do Estado.

Atualmente o “foie gras” é proibido em 22 países – entre eles Argentina, Áustria, República Tcheca, Dinamarca, Finlândia, Alemanha, Irlanda, Israel, Noruega, Suécia, Suiça, Holanda, Reino Unido e até mesmo na Polônia, um dos maiores produtores mundiais. O estado da Califórnia, no EUA, também proibiu a iguaria. No Brasil, existe um projeto de Lei na Câmara Municipal de São Paulo com o mesmo intuito.

Fonte: Bem Paraná

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