CCZ de Campo Grande confirma que mata animais, mas contesta denúncia de agressão

CCZ de Campo Grande confirma que mata animais, mas contesta denúncia de agressão

MS campogrande 985a5f519cContra versão da estudante Aline Félix, que acusa funcionária do CCZ de agressão e prisão arbitrária na sede da unidade, o Centro de Controle de Zoonoses parte para o ataque. Foi registrado um boletim de ocorrência contra ela e o marido, identificado apenas como Felipe, por desacato a servidor público, injúria e lesão corporal contra a médica veterinária Ana Paula, que foi quem os atendeu no CCZ.

A briga começou porque o casal teria questionado os funcionários sobre o paradeiro de um cão recolhido ontem e, supostamente, sacrificado.

Na delegacia, Ana Paula garantiu que havia acabado de assumir o plantão, por volta do meio dia, quando a confusão começou. A veterinária mostrou alguns arranhões nas mãos, na testa e o jaleco dela foi rasgado.

De acordo com a representante do órgão, Iara Domingos, Aline e o esposo chegaram no local “muito agressivos” e com os “ânimos exaltados” e, até o momento, nem se sabe ao certo a qual animal eles se referiam na conversa que gerou todo o problema.

Eutanásia

Ainda conforme Iara, o procedimento de sacrificar animais aparentemente doentes é comum. “Se você ligar hoje no CCZ e disser para qualquer funcionário: ‘ontem vocês recolheram um animal com muitas lesões e que estava com leishmaniose’, a gente informa, a gente não tem nada a esconder, então falamos isso para você. Se provavelmente tinha leishmaniose, ele foi morto, provavelmente”, conta.

Segundo ela, amanhã (8) a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) vai emitir uma nota sobre o caso. Para Maria Lúcia Metello, membro do Conselho de Defesa dos Direito dos Animais da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), é possível que seja solicitada uma necrópsia do cão, caso tenha mesmo sido morto. O objetivo é verificar “se houve, de fato, necessidade de eutanásia.”

Processo – A denúncia de maus-tratos contra o cachorro será encaminhada ao Ministério Público Estadual, de acordo com o advogado Diego Nassif, que representa Aline Félix.

Segundo o advogado, não houve apresentação de documentos que comprovem a eutanásia do animal, nem a causa que a indique como solução mais adequada para a situação do cachorro.

Além disso, pelo fato de Aline e o esposo terem sido impedidos de sair do CCZ no momento da confusão, o Centro de Controle pode vir a responder civil e criminalmente pela atitude dos funcionários. “Há um entendimento de que houve exagero (por parte do CCZ)”, afirma.

Fonte: Ponta Porã Informa

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