CCZ iniciará em agosto apreensão de cães soltos em Presidente Prudente, SP

CCZ iniciará em agosto apreensão de cães soltos em Presidente Prudente, SP

Dono do animal poderá sofrer autuação de mais de R$ 323. Também serão cobradas taxas de recolhimento e de permanência.

O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) anunciou nesta quinta-feira (28) que iniciará, a partir de agosto, o recolhimento de cachorros que forem encontrados nas ruas, em Presidente Prudente. O animal será identificado, através de chip, e o proprietário do cão receberá uma notificação.

“Estamos iniciando o serviço de comunicação à população para que o munícipe mantenha os cães dentro da residência. Na primeira vez, o proprietário será apenas notificado. Já na reincidência, ele receberá autuação de dez UFMs [Unidades Fiscais do Município – o que contabiliza R$ 32,36], além de ter de arcar com a taxa de apreensão, que é de oito UFMs [R$ 25,89], e a taxa de permanência no CCZ, que é de duas UFMs ao dia [R$ 6,47]”, explica o médico veterinário responsável pelo órgão, Célio Nereu Soares.

O coordenador do CCZ diz ainda que, em uma terceira vez em que o animal for encontrado na rua e recolhido pelo órgão, o dono poderá sofrer autuação de 100 UFMs, o que equivale a R$ 323,64, além das taxas de apreensão e permanência.

“Mais do que isso, o caso poderá ser encaminhado à Promotoria para que a mesma tome as medidas judiciais cabíveis, uma vez que isso configura maus-tratos e abandono do animal”, detalha.

De acordo com Soares, todos os animais devem ter alojamento, ou seja, os donos precisam mantê-los dentro das residências, incluindo alimentação e boas condições de higiene e saúde, o que justifica a implantação do Programa “Posse Responsável”.

“Caso não tenha identificação [chip], o animal será recolhido ao CCZ e encaminhado ao sistema de adoção”, pontua.

Os objetivos da implantação do Programa “Posse Responsável”, segundo o coordenador do CCZ, são diminuir atropelamentos, lesões a carteiros e a motociclistas e acidentes de ataques a pedestres e, principalmente, evitar que os animais se contaminem com doenças nas ruas e as transmitam para os donos, como leishmaniose, sarna e verminose, entre outras moléstias.

“Muitas vezes a população pode não entender, mas ela tem de saber que tem responsabilidade perante o animal”, conclui.

O CCZ já implantou chips de identificação em cerca de 43.500 cachorros, o que representa 87% da população canina estimada em Presidente Prudente, que fica em torno de 50 mil animais.

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Fonte: G1

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