CCZ já apreendeu mais de 660 equinos em vias públicas em Feira de Santana, BA

CCZ já apreendeu mais de 660 equinos em vias públicas em Feira de Santana, BA
Maior incidência é no bairro Mangabeira (Foto: Jorge Magalhães)

O Centro Municipal de Controle de Zoonoses (CCZ) já recolheu 662 cavalos das vias públicas de Feira de Santana somente este ano, iniciativa que visa evitar acidentes de trânsito. A solicitação para apreensão dos animais é realizada através do telefone do órgão, de número (75) 3614-3613 (de segunda a sexta-feira), ou pela central 156 e também durante as rondas realizadas ininterruptamente.

A coordenadora do CCZ, Mirza Cordeiro, ressalta os riscos de acidentes provocados por animais soltos em vias públicas. E lembra que os tutores dos animais podem respondem criminalmente, além de terem os cavalos recolhidos. “Os animais que não forem resgatados pelos seus proprietários num prazo de 3 a 5 dias serão encaminhados para uma fazenda e de lá seguem para leilão”, informou.

Enquanto este ano já foram recolhidos 662 cavalos, no ano passado o CCZ retirou 754 equinos das vias públicas. Os animais conduzidos em caminhão boiadeiro para a sede do órgão, passam por uma resenha, ou seja, avaliação geral por médicos veterinários, para receber tratamento, caso seja necessário. Depois para ser liberado, o tutores paga uma taxa de R$ 100,00, valor que dobra em caso de reincidência.

Os animais recolhidos em vias públicas são localizados em várias regiões da cidade, mas a maior incidência, conforme a coordenadora Mirza Cordeiro, tem sido no bairro Mangabeira, nas avenidas Ayrton Senna e Contorno (trecho próximo ao conjunto Feira IX) e ainda na BR-116 Norte, trecho próximo a Universidade Estadual de Feira de Santana.

Fonte: Folha Geral


Nota do Olhar Animal: Notícias sobre animais soltos nas ruas normalmente omitem que os animais TAMBÉM SÃO VÍTIMAS desta guarda irresponsável. Não são um “mero inconveniente”, muito menos a situação representa perigo apenas para os humanos. Por outro lado, um animal colocado em risco por seu tutor jamais deveria voltar à guarda de quem permitiu que ele ficasse nesta situação. Falta legislação no Brasil sobre isso.

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