Censo aponta que Ribeirão Preto (SP) tem mais de 91 mil animais domésticos

Censo aponta que Ribeirão Preto (SP) tem mais de 91 mil animais domésticos

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Pesquisa realizada pela Secretaria Municipal da Saúde, por meio do Departamento de Vigilância em Saúde e Planejamento, pelo período de um ano, constatou que Ribeirão Preto conta com 91.414 animais, sendo 76.636 cães e 14.778 gatos. “O censo animal foi realizado durante as atividades casa a casa e bloqueio de controle de criadouros do mosquito transmissor do vírus da dengue”, explica a enfermeira Maria Luiza da Silveira Santa Maria, diretora do Departamento.

Nas visitas o agente de Controle de Vetores aplicava um questionário junto ao morador buscando informações como: se existiam cães e gatos na residência e sua quantidade, sexo, se eram vacinados, castrados e domiciliados ou semi-domiciliados, ou seja, quando o animal sai da casa durante alguns períodos do dia e depois retorna.

No documento também consta informações sobre endereço, área, logradouro, quadro e setor censitário. “Todos os dados foram georeferenciados proporcionando a visualização e informação de cada animal”, explica Maria Luiza.

Foram pesquisados 230.049 de um total de 251.142 imóveis edificados, o que representa 91,6% do total. Dos 91.414 animais, 69.525 não são castrados e a maior concentração é na região Oeste com 20.512 cães e gatos. Em seguida vem a região Leste com 16.049 animais; Norte com 13.433, Sul com 10.451 e Central com 9.080.

Os dados foram entregues à Secretaria Municipal do Meio Ambiente que fará o cadastramento dos animais a serem castrados. O serviço será executado de acordo com a demanda da região, priorizando os animais da população de menor renda, as fêmeas jovens de caninos e felinos domésticos, mas com a intenção de atender a toda população interessada no projeto.

Durante os procedimentos de cadastramento, o munícipe deverá receber orientações básicas de tutela responsável, bem estar e cuidados com animais, por cartilhas impressas.

Fonte: Ribeirão Preto Online

Nota do Olhar Animal: Um dos erros mais crassos e comuns em projetos de controle populacional é o de não se dimensionar previamente a população canina e felina para se calcular o número de castrações mínimas necessárias para o êxito da ação. Por conta disto, a quantidade de castrações comumente é insuficiente e as esterilizações acabam tendo um impacto irrelevante. Isto representa desperdício de recursos e a continuidade do sofrimento para os animais, além da perpetuação de problemas como as zoonoses. No tema “esterilizações para controle populacional”, o pouco representa nada, já que um planejamento inadequado faz com que a população animal continue crescendo geometricamente. Entendemos que as prefeituras devem ser questionadas (inclusive judicialmente, se necessário) não só para que tenham um projeto público de castração, mas também para que demonstrem a eficácia de sua ação, justificando cientificamente a quantidade de animais esterilizados e outros aspectos técnicos. 

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