Centenas de organizações se dedicarão para proibir as touradas no mundo

Centenas de organizações se dedicarão para proibir as touradas no mundo

Segundo informou esta rede, sua “bandeira de luta” é responder à “enorme” demanda social em nível internacional e local que “urge por eliminar a ostentação do maltrato e morte de um ser inocente como entretenimento”.

Tradução de Adriana Shinoda Marques

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Mais de uma centena de organizações de defesa animal de diferentes países apresentaram em Quito (Equador) a Rede Internacional Anti-touradas que irá implicar “na erradicação da prática da tauromaquia em todos os países onde ainda é legal”.

Segundo informou esta rede, sua “bandeira de luta” é responder à “enorme” demanda social a nível internacional e local que “urge por eliminar a ostentação do maltrato e morte de um ser inocente como entretenimento”. De modo concreto, tratará de eliminar qualquer apoio direto ou indireto à tauromaquia com recursos públicos por parte das instituições, e de solicitar que o setor privado acabe com a promoção e o financiamento desta atividade.

Oferecerá ainda, assessoria especializada para as diferentes organizações membros da rede; divulgando a dimensão do movimento anti-touradas no mundo às instituições e autoridades. Aspira também “proteger a infância da violência física e mental da tauromaquia, como recomendou o Comitê sobre Direitos da Criança da ONU em sua revisão de Portugal e da Colômbia”.

Da mesma forma, entre os objetivos da nova rede está o de informar à sociedade sobre a tauromaquia, recompilando documentação em diversos países; impulsionar leis que tornem realidade os direitos dos animais, incluídos aqueles utilizados em espetáculos públicos; criar uma plataforma de comunicação para todas as organizações de proteção animal que trabalham pelo fim da tauromaquia; compartilhar experiências de avanços anti-touradas nos inúmeros países onde ainda é uma prática legal.

A manifestação foi celebrada no marco da Assembleia Nacional do fórum “Experiências da Luta Anti-touradas a nível internacional” no qual organizações do Equador, Portugal, França, Holanda, Espanha, Colômbia, Venezuela e México compartilharam “as conquistas” dos movimentos anti-touradas nos últimos anos, e em cada um dos países onde ainda segue legal esta atividade.

Dados

Os dados divulgados por estas organizações, defendem no fórum a “crescente” rejeição da sociedade à crueldade da tauromaquia; a queda generalizada de audiência a eventos de touradas; a diminuição do número de festas taurinas na Espanha que acumula uma queda de 50% desde 2007; a abolição das corridas de touros na Cataluña; a proibição das touradas nos estados mexicanos de Guerrero e Sonora; e a suspensão das corridas de touros em Bogotá.

Neste contexto, lembram que em 2014, 323 parlamentares europeus manifestaram-se a favor do fim das subvenções europeias com touros de lida, frente aos 309 que se manifestaram contra.

“O Equador foi eleito pela Rede através de sua constituição de 2008 e conceitos como o Bem Viver, como tendo estabelecido um precedente a ser seguido pelo resto do mundo quanto à relação do homem com a natureza”, explicou a líder da plataforma “A tortura não é cultura” na Espanha.

Em sua opinião, é “importante” que a iniciativa não fique “meramente no papel” e que sejam implantadas medidas legislativas como a erradicação de toda forma de abuso animal, incluindo as corridas de touros.

Fonte: Ecoticias

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