Local não receberá novos animais e nem vai liberar os bichos enquanto estiver interditado (Foto: Salmo Duarte / A Notícia)

Centro de Bem-estar Animal de Joinville (SC) é interditado temporariamente

O Centro de Bem-estar Animal foi interditado temporariamente nesta terça-feira pela Prefeitura de Joinville. O motivo é um surto de cinomose que atingiu 21 dos 58 cachorros que estão acolhidos na unidade, no bairro Vila Nova. Um deles morreu e outro foi eutanasiado porque estava em estado irreversível.

— Está interditado até conter a infestação e fazer a esterilização do local para deixá-lo adequado. Não serão recebidos mais animais externos e nem encaminhados dali animais para fora do Centro de Bem-estar Animal — explica Jonas de Medeiros, secretário de Meio Ambiente

A Prefeitura informou que os animais estão sendo medicados e monitorados para que a doença não piore e não tenha o risco de se espalhar entre os demais cachorros. Foram contaminados 13 filhotes, seis adultos e outros dois estão em observação para começar o tratamento. As duas mortes por causa da doença foram de cachorros filhotes.

A cinomose é uma doença contagiosa, transmitida pelo contato direto entre os animais ou pelo ar. Ela não é contagiosa para os humanos. A doença foi detectada pelo Centro de Bem-estar Animal na sexta-feira, quando os cachorros foram isolados dos demais para evitar mais contaminações.

— A informação preliminar é de que iniciou com uma cadela que deu a luz no Centro de Bem-estar Animal. Por conta dela estar parindo, não podia receber a vacina necessária — conta Jonas.

Além do tratamento dos 19 cães contaminados, todos os outros permanecem em estado de quarentena para serem observados pelos veterinários. Segundo o secretário do Meio Ambiente, novos animais deixam de ser resgatados neste momento por causa da interdição. A princípio, também não haverá outro local para que eles sejam abrigados pelo município.

— Nós estamos verificando com o plano de ação como é que vamos atender esses animais, mas a prioridade neste momento é conter o surto. Não temos como fazer um atendimento paralelo enquanto o surto não estiver contido — afirma.

Por Hassan Farias

Fonte: Diário Catarinense

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