Centro de triagem em Mato Grosso busca “padrinhos” para animais

Centro de triagem em Mato Grosso busca “padrinhos” para animais

Centro de Triagem da Sema abriga 133 animais silvestres vítimas de maus-tratos ou atropelamentos e que não podem voltar à natureza.

Por Joanice de Deus

MT Cuiaba centro triagem busca padrinhosNeste ano, 185 animais silvestres feridos, vítimas de maus-tratos ou atropelamentos foram reabilitados e soltos novamente na natureza, em Mato Grosso. Porém, seja por amputações, limitações físicas ou pelo alto grau de docilidade que eventualmente apresentam, muitos desses bichos resgatados em condições de risco não podem retornar à natureza. Por isso, quem gosta de bichos e tem condições de oferecer os cuidados de que precisam, pode tornar-se guardião de um deles.

Atualmente, o Centro de Triagem da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), que fica no Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental (BPMPA), em Várzea Grande, abriga 133 animais silvestres. Desse total, 55 terminaram o tratamento veterinário e estão disponíveis para guarda provisória. Só neste ano, 15 já foram adotados.

Ao longo deste ano, mais de 318 animais silvestres foram resgatados, em todo Estado. A maioria deles é vítima de atropelamento nas estradas durante a fuga de seu hábitat natural ou proveniente do convívio ilegal na propriedade de alguém. Em 2015, o espaço recebeu 729 animais e, destes, 583 foram soltos.

Papagaios, araras, maritaca de cabeça roxa, jabutis, periquitos, gaviões e corujas são algumas das espécies disponíveis para adoção. Da gerência de Fauna da Sema, o veterinário Christiano Henrique da Silva Justino explica que a guarda é de caráter provisório, ou seja, válido por dois anos (a intenção é reduzir para um ano), podendo ser renovado.

Para isso, o interessado deve se cadastrar junto ao órgão estadual e assumir voluntariamente o dever de guarda da espécie resgatada. Após, é feito todo um procedimento de orientação sobre os cuidados que a espécie necessita. O ambiente para onde o animal será levado também passa por fiscalização ou vistoria.

Conforme Christiano Henrique, para cada animal solicitado, a construção ou adequação de um recinto é diferenciada. Essa orientação ou informação é dada quando os técnicos ou fiscais forem avaliar o local a serem destinados os bichos.

“A pessoa tem que querer e ter condições de cuidar de um animal mutilado ou com alguma limitação física”, disse o veterinário. “Um papagaio vive em média 60 anos, período em que será necessário arcar com toda uma despesa”, exemplificou. Opcionalmente, os interessados que quiserem manter a guarda definitiva de animais silvestres podem solicitar autorização como “mantenedouro de fauna silvestre”.

Conforme o veterinário, as espécies disponíveis para guarda não podem ser visitadas. Assim, na disponibilidade do bicho desejado, a pessoa interessada é contactada e informada sobre a condição do animal disponível para guarda e sobre o tipo de recinto necessário para sua manutenção.

Mas, mesmo após a obtenção da guarda, o animal continua pertencendo ao Estado e, se for requisitodo pelo órgão ambiental, o guardião deverá entregá-lo, sem direito à indenização. A pessoa respnsável também poderá desistir voluntariamente da guarda comunicando oficialmente à Sema. Já após o prazo de 2 anos, para renovação da guarda é necessário um atestado médico-veterinário informando acerca da saúde do animal.

Mais informações sobre os documentos e procedimentos necessários podem ser obtidas na página da Sema (www.sema.mt.gov), por meio da qual a pessoa interessada deverá acessar o link “biodiversidade”. Após, “fauna e recursos pesqueiros” e, em seguida “guarda de animais silvestres”. Outras dúvidas também podem ser tiradas pelo telefone 3613-7291.

Fonte: Diário de Cuiabá

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