Cervo com “doença zumbi” é encontrado em parque dos EUA; entenda a condição

Cervo com “doença zumbi” é encontrado em parque dos EUA; entenda a condição
Na prática, a doença afeta proteínas do cérebro e sistema nervoso do animal - (Crédito: Rogerio Florentino / AFP

Uma doença rara classificada pela imprensa internacional como condição “zumbi” tem chamado atenção do Centro de Controle de Doenças (CDC) dos Estados Unidos. A doença tem atingido cervos nos EUA e em algumas regiões do Canadá afeta principalmente a parte neurológica dos animais, levando ao excesso de salivação, paralisia e a consequente morte dos cervos. Tecnicamente, a doença tem o nome de “chronic wasting disease” (CWD), algo como “doença paralisante crônica”, em tradução para o português. Na prática, a CWD afeta proteínas do cérebro e sistema nervoso do animal.

Segundo informações do jornal norte-americano CBS News, um cervo contaminado foi encontrado pela primeira vez no Parque Nacional de Yellowstone, um dos mais famosos dos EUA. O chip de identificação do animal sinalizava que a morte ocorreu no meio do mês de outubro. 

“Esta é a primeira detecção positiva confirmada da doença no Parque Nacional de Yellowstone”, disse um comunicado de imprensa da agência governamental, acrescentando que foram realizados “múltiplos testes de diagnóstico” para confirmar a sua presença.

A CWD tem trazido diversas preocupações e oficiais da região onde o animal foi encontrado afirmam que “não existe uma estratégia eficaz para erradicar” a doença. Sobre o risco de transmissão a humanos, o CDC apenas pontuou que não existe nenhum caso identificado e notificado.

Ainda de acordo com a agência CDC, além dos cervos, veados, renas e alces também podem ser infectados. A órgão afirma que a doença é fatal e que os sintomas podem demorar aparecer, desta forma, podem existir animais que ficam até um ano infectados antes de começarem a desenvolver sintomas como perda de peso, problemas neurológicos, tropeços e apatia.

“A maioria dos animais positivos para CWD que são colhidos parecem completamente normais e saudáveis”, afirma a agência de notícias públicas do estado do Wyoming. Os pesquisadores acreditam que o contágio da doença ocorra através de contato direto com os fluidos corporais, como fezes, urina, saliva ou sangue, ou de forma indireta, quando há contaminação no solo, água ou alimentos.

Embora não haja registros de casos de pessoas que tenham se contaminado pela doença debilitante crônica, alguns estudos apontam que a doença pode representar um risco para primatas, como macacos que comem carne.

Por Daniela Oliveira

Fonte: Correio Braziliense

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