Chefão do contrabando de marfim de elefantes é preso na Tanzânia

Chefão do contrabando de marfim de elefantes é preso na Tanzânia

Tanzania contrabando

Um dos maiores chefes do comércio ilegal de marfim de elefantes da África foi preso nesta semana na Tanzânia. O queniano Feisal Ali Mohammed foi capturado após a divulgação de uma lista com os nove homens mais procurados pela Interpol por crimes contra o meio ambiente. O suspeito foi preso na cidade de Dar es Salaam e levado à delegacia por agentes da Interpol na Tanzânia.

Em entrevista ao jornal britânico The Guardian, o diretor do Ministério Público do Quênia explicou que Feisal Ali Mohammed é acusado de comércio e posse de presas de elefante, após a apreensão de mais de duas toneladas de marfim, equivalente a pelo menos 114 animais caçados.

Dos nove supostos criminosos ambientais divulgados pela Interpol, Feisal Ali Mohammed é o segundo capturado. No início de dezembro, o zambiano Ben Simasiku foi preso sob a acusação de posse de marfim em Botsuana. Segundo a Interpol, a prisão dos suspeitos “contribui para o desmantelamento dos grupos do crime organizado que transformaram a exploração ambiental em um negócio profissional com receitas lucrativas”.

Encontrado nas presas dos elefantes, o marfim é muito usado para fabricação de joias e objetos de decoração. O principal destino desses produtos é a China, onde muitos compradores ricos consomem as peças para mostrar seu sucesso financeiro. De acordo com dados da Interpol, a demanda de marfim na Ásia está explodindo. O comércio do produto triplicou nos últimos dez anos. O valor do contrabando de marfim africano chega a 188 milhões de dólares por ano na Ásia. A Tanzânia é um dos países que mais sofre com a atividade. Só em 2013, mais de 10 mil elefantes morreram de forma ilegal no país, uma média de 30 animais por dia.

Apesar dos esforços para desmontar o crime organizado, alguns grupos de conservação acreditam que o governo está perdendo a luta contra o abate dos animais, já que o lucro gerado pelo comércio ilegal estimula os compradores a continuarem com a prática.

Fonte: Matheus Leitão

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