Chico recebe alta e ganha novo lar em Pirajuí, SP

Chico recebe alta e ganha novo lar em Pirajuí, SP

Cachorrinho sem raça definida foi resgatado por ativistas da causa animal de Pirajuí no último dia 20 com o corpo todo coberto por piche e mato.

Por Lilian Grasiela e Ana Paula Pessoto

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Após quase duas semanas em tratamento na Clínica São Francisco, o cão Chico, encontrado no último dia 20, em Pirajuí (58 quilômetros de Bauru), coberto de piche e mato, recebeu alta e ganhou um novo lar. Apesar da liberação, ele continuará o tratamento na clínica veterinária que o acolheu no dia do resgate.

Desde sábado, quando recebeu autorização para deixar a clínica, Chico está morando na casa de Renata Cardoso, uma das ativistas que ajudou a resgatá-lo. O veterinário Arthur Soliva, que está cuidando dele desde o início, diz que cerca de 90% do piche já foi retirado do seu corpo. “Tem um pouco ainda no pescoço e na orelha”, conta.

Nos próximos dias, segundo Soliva, o cachorro irá tomar um novo banho na clínica. No período em que ficou internado, ele curou uma verminose e deu início ao tratamento da doença do carrapato, que dura 28 dias. Apesar da situação difícil que enfrentou, o veterinário afirma que Chico está recuperado. “Ele está comendo e bebendo bem”, declara.

No domingo de manhã, a ativista Márcia Oshiro, que também ajudou no resgate, levou o cãozinho para ser benzido em cerimônia realizada na Igreja Matriz de São Sebastião em homenagem a São Francisco de Assis. “Ele está muito feliz, muito contente”, revela. “A Renata já se tornou a mãe dele”.

Relembre o caso

Conforme divulgado pelo JC, o filhote de cachorro foi avistado por um morador de Pirajuí, no início da tarde do último dia 20, na avenida México, no jardim Aclimação, coberto de piche e mato. Ele acionou os ativistas de defesa dos direitos dos animais, que resgataram o cão e o levaram até um veterinário.

“Ele estava só com a região dos olhos sem o piche. E os olhos gritavam por piedade. Minha amiga que me ajudou a resgatá-lo, Renata Cardoso, fez respiração boca a boca no bichinho, que já estava com muita dificuldade para respirar. As patas já estavam grudadas”, narrou a ativista Márcia Oshiro na ocasião. O tratamento para a remoção do produto do corpo do cachorrinho foi longo. Em homenagem a São Francisco de Assis, santo protetor dos animais, ele recebeu o nome de “Chico”. As ativistas registraram Boletim de Ocorrência e a Polícia Civil instaurou inquérito para tentar descobrir quem foi o autor dos maus-tratos.

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Fonte: JC NET

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