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Cidade espanhola troca a caça de pombas pela esterilização através de comida

A prefeitura deixará de realizar capturas e começará a alimentar as aves com uma comida que evita a reprodução, deixando-as em 10 pombais e em terraços de edifícios municipais. No caso das maritacas, o Consistório (conselho) não realizará nenhuma ação específica no momento.

Por Carlos Navarro Castelló / Tradução de Alice Wehrle Gomide

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A prefeitura de Valência, na Espanha modificará sua política de controle da população de pombos a partir de 2016. Até então, os técnicos municipais capturavam com redes dezenas de exemplares a cada dia nas áreas com uma maior população destas aves. Posteriormente, era analisado seu estado de saúde e as que apresentavam doenças irreversíveis eram sacrificadas.

Entretanto, com a chegada do tripartido formado pelo Compromís, PSPV e Valencia em Comú na Câmara Municipal, será lançado um novo sistema a partir do começo de 2016, que os novos responsáveis políticos consideram mais respeitoso para com os animais.

Assim, conforme relatado por fontes municipais, a ideia consiste em deixar um alimento com esterilizante nos 10 pombais ecológicos com capacidade para dois mil exemplares que foram instalados há cinco anos em outros parques da cidade (Vivero, Rambleta, Cabecera, Ayora, Benicalap, Marxalenes, Natzaret, Orriols, Oeste e Polifilo) e que, de acordo com as mesmas fontes, estão atualmente em desuso.

Este mesmo alimento será deixado de forma progressiva nos terraços dos edifícios municipais. Além disso, os técnicos municipais revisarão periodicamente os pombais e caso alguma ave bote algum ovo, eles o agitarão para evitar sua fertilidade.

Valência conta com uma população de aproximadamente 20 mil pombos, a maioria no centro histórico, Monteolivete, Rufaza, O Grao, O Cabanyal e Nazaret. Neste sentido, a Câmara garantiu que é uma população sustentável para uma cidade como Valência.

Em relação as maritacas kramer e argentinas, uma espécie invasora que se instalou na cidade nos últimos anos, eles comentaram que sua população está controlada e que, de momento, não será realizado nenhum plano específico para reduzi-la.

Fonte: El Diario 

Nota do Olhar Animal: Este é o caminho óbvio e ético para o controle populacional de pombos e de outras aves, mas que as autoridades sanitárias insistem em não seguir, em especial as brasileiras. A incompetência técnica, o descaso e até mesmo a gana patológica pela matança fazem com que o método do extermínio continue sendo o preferido entre os responsáveis pelas políticas públicas de controle populacional de animais. 

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