Cidade está com surto de cinomose, alerta coordenadoria animal

Cidade está com surto de cinomose, alerta coordenadoria animal

A Coordenadoria do Bem Estar Animal de Cordeirópolis (SP) fez um alerta nas páginas sociais referente a surto que está ocorrendo na cidade, trata-se da doença que pode ser fatal aos pets, a cinomose.

O alerta é para que os proprietários dos pets deixem em dia a vacinação e não deixem os animais soltos às ruas, pois há grande risco de contaminação.

De acordo com a Coordenadoria, a cinomose é uma doença grave e muito comum que pode ser facilmente evitada com a vacinação. As Vacinas V8 e V10 protegem o cão contra seis doenças: cinomose, parvovirose, coronavirose, adenovirose, parainfluenza e hepatite infecciosa canina. Além disso, a V8 protege contra dois tipos de leptospirose, e a V10 contra quatro.

Quando filhotes, a aplicação das vacinas, orientadas na consulta do médico veterinário, a vacina (V8 ou V10) devem ocorrer a partir dos 42 dias de idade e é composta por três doses espaçadas de 21 dias cada. Cães adultos devem ser vacinados anualmente.

Os preços variam entre R$ 90 e R$ 120, cada dose, é de responsabilidade do tutor do animal e o reforço anual é essencial. A coordenadoria ficará responsável apenas pela vacinação dos que estão sob sua tutela.

Lembrando que a cinomose é uma doença que acomete apenas os cães. Ela é causada por um vírus muito comum no Brasil e pode ocorrer em cães de qualquer idade.

No início da infecção, pode ser observado o aparecimento de febre acompanhada de vômito e diarreia. Depois disso, surgem os sinais respiratórios como tosse e dificuldade de respirar, além de conjuntivite. Após esse período, o vírus atinge o sistema nervoso central, podendo causar sinais neurológicos como convulsões e mioclonias (contrações involuntárias).

Transmissão e Tratamento

A transmissão normalmente ocorre através do contato direto com outros cães infectados que estão eliminando o vírus nas secreções como saliva, secreção ocular e nasal, na urina e nas fezes. O tratamento se restringe em tratar as doenças associados à cinomose, como pneumonia, infecções oportunistas, vômitos e diarreias além do controle da dor e das convulsões.

Infelizmente não existe tratamento curativo e conta apenas com a imunidade do animal e do tratamento de suporte para enfrentar a doença.

Se o animal responder bem ao tratamento, poderá estabilizar a sua saúde, se diagnosticado a tempo, ficando ou não com algumas sequelas (como convulsão, tiques nervosos, manchas nos dentes etc.).

Evitar que o animal tenha contato com animais de origem desconhecida também ajuda, principalmente se for filhote e não terminou de tomar todas as doses programadas.

Pessoas que tiveram um animal com cinomose em casa não devem ter outro cão por um longo tempo, até que se faça a desinfecção. Além disso, devem lavar todo o local com água sanitária, para ajudar a diminuir a quantidade de vírus existente. Pratinhos, paninhos e caminhas não deve ser usados por outros cães.

Os filhotes raramente conseguem se recuperar, pois o sistema imunológico do animalzinho ainda é muito frágil, sendo alta a taxa de mortalidade de cães nessa fase. Se a doença atacar o cachorro na fase adulta e idosos as chances de sobreviver também são mínimas.

Fonte: Portal JE10


Nota do Olhar Animal: Após muitos anos de luta do movimento de proteção animal, hoje se vê ações públicas não só focadas nas zoonoses, mas também de combate a doenças que afetam exclusivamente os animais não humanos como a cinomose.