Cineasta da Baixada Fluminense vai gravar filme ‘@predioposto13’ em set vegano

Cineasta da Baixada Fluminense vai gravar filme ‘@predioposto13’ em set vegano

Aos 29 anos de idade, a cineasta baixadense Josy Antunes se prepara para dirigir seu primeiro filme. Mas sua história com o cinema vem desde a adolescência, quando, aos 17, experimentou participar de oficinas de cinema em Nova Iguaçu, RJ.

Josy Antunes com uma Marmitinha (vegana) do Amor.
Josy Antunes com uma Marmitinha (vegana) do Amor.

Sua relação com a alimentação sem carne também vem de longa data. E seu posicionamento e visão política sobre o consumo de produtos de origem animal, não poderiam ficar de fora do set de gravação do filme ‘@predioposto13 – MEU NOME É UNIÃO’.

“Esse ano completa cinco anos que sou vegana, mas antes de ser, não comia carne vermelha, então essa é uma questão que sempre me causou um pouco de transtorno desde que comecei trabalhar com cinema”, conta Josy.

O desconforto era em função da falta de alimentos para veganos na cozinha das produções pelas quais passou. “Era difícil ter comida para mim nos sets de filmagens. E quando tinha era meio custoso, as pessoas não sabiam muito bem o que eu comia, o que não comia, não bastava falar que era vegana, tinha que explicar. Não que esteja cobrando, mas nem sempre as pessoas ouviam com carinho, nem sempre as pessoas acolhiam com carinho as minhas demandas e isso não se trata de dieta, mas de posicionamento ético e político”, disse.

É por essas e por outras que, durante as gravações do filme ‘@predioposto13‘, só serão servidas refeições veganas para a equipe de 27 profissionais, entre eles veganos, vegetarianos e maioria carnista. “Acredito que a produção está correta e coerente com o que acredito e como esse projeto é o primeiro que estou tendo a oportunidade de tomar decisões, estou escolhendo tudo como quero e acredito. Coloquei essa questão para a equipe e expliquei que é a minha religião, mas ninguém se incomodou. Vai ter no set alimentação vegana e os carnistas que lutem”, brinca.

A alimentação da equipe ficará a cargo da Vegui Delícias, um negócio de família da cidade de São João do Meriti, também na Baixada Fluminense, já que o empreendedorismo feminino de mulheres da periferia é outra questão importante para a equipe que está produzindo o documentário.

Sobre o filme

Localizado às margens da Rodovia Presidente Dutra, KM 175, em Nova Iguaçu, uma prédio de cinco andares, pintado de azul e “tatuado” com camadas do xarpi carioca, avança em desuso há pelo menos 20 anos. Ícone da Baixada Fluminense, a construção que chama atenção por sua relação tão familiar e ao mesmo tempo tão desconhecida com quem vive ou passa regularmente pela região.

Entre os dias 4 e 8 de março, das 9h às 17h, Josy Antunes e sua equipe estarão de plantão diante do antigo Hotel União para gravar depoimentos voluntários e espontâneos de todos que quiserem contar suas memórias afetivas sobre o prédio, baixadenses ou não. O chamado tem sido feito pelas redes sociais.

Josy Antunes, diretora do longa-metragem explica que o objetivo de tornar o projeto @predioposto13 realidade vai além de costurar narrativas para contar a história do antigo Hotel União. Ela e toda sua equipe se preparam para uma articulação e mobilização para que o prédio se torne um polo cultural com diferentes linguagens artísticas para atender a comunidade da Baixada Fluminense.

Financiamento coletivo

Para pagar as despesas básicas do filme @postopredio13 – MEU NOME É UNIÃO que é uma produção de baixo orçamento, está aberta uma campanha de financiamento coletivo que segue até 8 de março, dia de encerramento das gravações. O valor arrecadado será usado para cobrir demandas essenciais e remunerar os 27 profissionais envolvidos nessa primeira etapa do projeto. São estimadas 3 metas:

1 – Produção de guerrilha: Um valor só pra cobrir o básico. O suficiente pra não botarmos a mão no bolso, mas continuar passando perrengue lindamente. Equipe recebendo ajuda de custo. Valor: R$ 62.545,00;

2 – Produção independente: Um valor que cobre o básico e ainda dá um pagamento razoável para a equipe, porque artista também paga boleto. Valor: R$ 126.100,60;

3 – Praticamente uma produção hollywoodiana: Um valor que cobre o básico e remunera a equipe de forma justa. Seria um sonho? Valor: R$184.904,80.

Para colaborar com o financiamento coletivo, CLIQUE AQUI.

Por Marcela Fonseca / Fotos: Getúlio Ribeiro

Fonte: Assessoria de imprensa


Nota do Olhar Animal: Muito bom que o veganismo esteja sensibilizando profissionais da área da cultura. Que a reflexão sobre a relevância dos interesses dos animais possa, além de gerar ações nos bastidores, de alguma forma ser inserida nas futuras criações da cineasta. Boa sorte!

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