Circo com animais gera polémica com autarquia em Portugal

Circo com animais gera polémica com autarquia em Portugal

Responsáveis queixam-se de excesso de burocracia.

Por Tiago Griff

Vandalismo de cartazes publicitários e excesso de burocracia por parte da Câmara de Faro, que impede a divulgação do espetáculo. Estas são as queixas de Ruben Mariani, responsável do Circo Mundial, instalado perto do Fórum Algarve, até 12 de junho.

Em fevereiro, a Assembleia Municipal de Faro aprovou uma deliberação que proíbe circos com animais, como o Mundial, em locais públicos. Mas como o circo está num terreno privado, não pode ser impedido de funcionar. No entanto, Ruben queixa-se de muitas dificuldades que têm sido criadas.

“No passado fim de semana foram vandalizados mais de 100 cartazes do circo espalhados por Faro, num prejuízo de mais de 1200 euros”, conta ao CM. Vandalismo que condiciona o funcionamento do circo, porque os cartazes são o principal meio de divulgação. Mas as queixas dirigem-se também à câmara que, segunda-feira, ordenou a retirada dos cartazes na via pública, por falta de licenciamento. Também o carro que promovia o circo nas ruas de Faro foi impedido de circular.

“Desde 13 de maio que estamos a apresentar requerimentos na câmara a pedir licenças da publicidade. Nunca houve tanta burocracia. Pagamos impostos e temos mais de 100 pessoas a trabalhar aqui, sem publicidade perdemos imenso dinheiro”, diz Ruben, garantindo que o circo está “totalmente legal” e que, sábado, até houve uma fiscalização e “não foi encontrado nada de irregular”.

Fonte da autarquia explicou ao CM que nos requerimentos apresentados “tem havido sempre vários elementos em falta” e que “apenas se está a cumprir a lei”.

Fonte: Correio da Manhã / mantida a grafia lusitana original 

Nota do Olhar Animal: Algumas das leis que proíbem o uso de animais em circos no Brasil também falham ao restringirem a proibição a espaços públicos, como o indicado nesta notícia, ou à área urbana, permitindo que os circos se instalem em áreas rurais e lá exibam os bichos. A proibição deve ser ampla, não dando margem a que os animais sejam explorados em situação alguma. 

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