Circo que explora animais há mais de um século fecha as portas nos EUA

Circo que explora animais há mais de um século fecha as portas nos EUA

Famoso pelo slogan “maior espetáculo da Terra”, Ringling encerra atividades alegando que negócio não é mais rentável. Arrecadação caiu com fim do uso de elefantes nos shows. O circo Ringling, um dos mais antigos do mundo, fechará as portas definitivamente em maio, após 146 anos em atividade. O anúncio foi feito por Kenneth Feld, diretor-geral da companhia americana Feld Entertaiment, conglomerado que dirige a atração desde os anos 1960.

“Após muitas negociações, minha família e eu tomamos a difícil decisão de que o Ringling Bros. and Barnum & Bailey realize suas últimas apresentações em maio deste ano”, afirmou Feld.

O empresário confirmou que o fechamento do circo, famoso pelo slogan “o maior espetáculo da Terra”, se deve à diminuição da venda de ingressos e ao aumento dos custos operacionais, que fizeram com que o circo seja um negócio insustentável para a companhia.

Ele lembrou que a queda na venda dos bilhetes se deu especialmente desde que o circo foi forçado pelos defensores animais a retirar os elefantes, que eram o destaque do espetáculo. A Feld Entertaiment foi fundada por seu pai há quase 50 anos com a aquisição justamente do Ringling Bros.

“O circo e seus funcionários foram uma fonte de inspiração e alegria para minha família e para mim, por isso esta foi uma decisão muito difícil de ser tomada”, declarou.

Circo que explora animais há mais de um século fechará as portas nos EUA
Foto de espetáculo de 19 de março de 2015 (Foto: AFP/Arquivos)

Nos últimos anos, muitas cidades dos Estados Unidos criaram leis que proíbem o uso de elefantes em espetáculos, o que atrapalha os negócios da Feld Entertainment, já que o circo é itinerante. Por ano, o espetáculo é apresentado em 115 cidades, e as diferentes legislações sobre o uso de elefantes criam custos adicionais.

A empresa chegou a ser tutora da maior manada de elefantes da América do Norte. Mesmo após deixar os elefantes, a empresa continuou colocando tigres, leões, cavalos, cachorros e camelos em seus espetáculos circenses.

A ONG de defesa dos animais Peta aplaudiu o fim do “espetáculo mais triste da Terra” e disse que o Ringling é um exemplo de que “os grandes circos ainda causam sofrimento aos animais” e que este é “um sinal da mudança dos tempos”.

Os últimos espetáculos da história do circo estão marcados para o dia 7 de maio, em Rhode Island, e 21 de maio, em Uniondale, nos arredores de Nova York.

Fonte: Terra


Nota do Olhar Animal: Se o “negócio” depende dos maus-tratos e dos abusos contra os animais, que feche. E que as pessoas busquem formas de viver que não dependam da escravização de outros seres. Porém, o fechamento parece mais um mal gerenciamento do “espetáculo”, exatamente por focar na exploração dos animais e não valorizar os verdadeiros artistas: os humanos. Para a arte circense sempre haverá espaço. Para a exploração, não. Que sirva de alerta para os demais circos que ainda abusam dos animais. Que estes passem a investir nas pessoas, no desenvolvimento da belíssima arte circense, em novas atrações. Este espetáculo, sim, pode e deve continuar!

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