Clínica em Goiânia, GO, investigada por crimes contra animais atuava sem alvará, diz polícia

Clínica em Goiânia, GO, investigada por crimes contra animais atuava sem alvará, diz polícia

Veterinário dono do estabelecimento permaneceu calado em depoimento. Profissional pode ser indicado por maus-tratos e estelionato, em Goiânia.

Por Sílvio Túlio

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O veterinário dono da clínica investigada por mortes e sumiços de animais, em Goiânia, prestou depoimento nesta quarta-feira (25) na Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Meio Ambiente (Deam). Ele optou por não responder as perguntas. Segundo o delegado Luziano de Carvalho, o profissional o estabelecimento funcionava ilegalmente.

“Toda clínica veterinária tem que estar licenciada por um alvará da Vigilância Sanitária. Ele não apresentou este documento e disse que não o possui. Esse fato caracteriza um crime ambiental”, disse Carvalho ao G1.

Na saída do depoimento, o suspeito não quis falar com a imprensa.

Além disso, o veterinário também é investigado pelos crimes de maus-tratos e estelionato. Segundo as investigações, ele recebia por procedimentos como castração e pequenas cirurgias, mas não os realizava. Se for incidindo e condenado por eles, pode pegar até oito anos de prisão.

O delegado já pediu ao Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de Goiás (CRMV-GO) informações se o suspeito responde a algum procedimento administrativo, mas ainda não obteve respostas.

O CRMV-GO informou que já repassou todas as informações solicitadas ao delegado.

Vítimas

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De acordo com Carvalho, oito pessoas já procuraram a delegacia alegando que seus animais teriam sofrido algum tipo de violência praticada pelo veterinário. Ele ainda vai ouvir duas pessoas, cujas identidades não foram reveladas, para concluir o caso.

Um dos casos mais recentes denunciados foi o da comerciante Regineia Vieira Santos, 40 anos. Ela deixou a cadela Meg, da raça pinscher, na clínica localizada no Setor Leste Universitário, após o veterinário responsável afirmar que o animal tinha que passar por um procedimento cirúrgico com urgência.

Após ligar na clínica e não encontrar o veterinário, ela recebeu uma visita dele em sua casa afirmando que o estabelecimento havia sido assaltado e a cadela, sumido. Porém, analisando câmeras de segurança de locais próximos contatou-se que não houve assalto na clínica.

Regineia só localizou Meg após uma campanha nas redes sociais. Nesse período, recebeu mensagens de outros proprietários de animais que se diziam vítimas da mesma clínica. “As pessoas falavam que tinha acontecido o mesmo com elas, ou casos em que o cachorro até morreu”, conta.

Fonte: G1

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