Clínicas veterinárias são fiscalizadas após morte de cadela em Goiânia

Clínicas veterinárias são fiscalizadas após morte de cadela em Goiânia

Tutora afirma que animal morreu um dia depois de tomar medicação vencida. Alguns dos produtos estavam há mais de 7 anos fora do prazo de validade.

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Denúncias de tutores de animais motivaram a realização da operação “Cão de guarda” deflagrada pelo Procon-Goiânia em lojas e clínicas veterinárias da capital. A empregada doméstica Eunice Conceição de Sousa foi uma das pessoas que procurou o órgão depois que a cadela dela, Lessie, de 9 anos, morreu, segundo ela, um dia após tomar um remédio com o prazo de validade vencido.

“Ela acabou de tomar e assim que a mulher virou as costas ela já saiu vomitando e não parou mais, foi até morrer”, lembra.

Ela guardou a embalagem do produto. A data de validade que consta no frasco é de 8 e agosto. Mas segundo a doméstica a medicação foi administrada no último dia 20 de setembro.

Por meio desta e de outras reclamações, o Procon visitou pelo menos oito estabelecimentos e encontrou irregularidades em todos eles. Os fiscais encontraram ainda remédios estocados que já estavam vencidos há mais de sete anos.

Além disso, também foram apreendidos 13 kg de ração e mais de dez litros de vacinas em ampolas e recipientes que estavam impróprios para o consumo. Os comércios foram autuados e têm dez dias para apresentar defesa. Eles podem receber multas de valores entre R$ 600 e R$ 6 milhões.

Diretor geral do Procon-Goiânia, Miguel Tiago da Silva orienta o consumidor a sempre conferir a data de validade do medicamento antes que ele seja aplicado.

“Ele tem todo direito de pedir a caixinha para verificar a data de vencimento, porque há muito tempo vencido, pode ser prejudicial ao invés de ser bom para a saúde do animal. Portanto o consumidor deve conferir”, destaca.

A Vigilância Sanitária Municipal informou que as vistorias ocorrem pelo menos uma vez ao ano em todos os locais com estoques veterinários e que também atua quando é chamada.
Nesta operação, o órgão afirma que não houve denúncia, mas afirmou que vai procurar o Procon para tomar conhecimento da situação das lojas e proceder a interdição caso seja necessário.

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Fonte: G1

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